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Estado de Minas

A tecnologia é capaz de unir as famílias?


postado em 13/12/2019 04:00



Nathalia Pontes
Especialista em pesquisa e desenvolvimento educacional na PlayKids

A geração dos nativos digitais já vem com o know-how tecnológico como item de fábrica. Muitos estudos indicam que até a agilidade que as crianças de hoje têm nos dedos é maior do que nós jamais desenvolvemos ao longo da vida. O fato é que a tecnologia cada vez impacta mais as relações familiares, por estar cada vez mais presente na rotina de crianças e adultos.

Muitos pais e familiares acabam deduzindo que a influência da tecnologia é necessariamente negativa para os pequenos. As pesquisas já mostram que podemos desmistificar o uso da tecnologia desde que pais e responsáveis entendam como utilizá-la, de forma positiva, enquanto as crianças não conseguem ter esse discernimento.

As telas, tanto de celulares quanto de tablets, podem ser usadas como meio para diversas atividades e, não necessariamente, como fim. Isso quer dizer que as telas podem trazer brincadeiras, gerar contato com músicas e danças, ou, ainda, incentivar a criatividade e o uso de habilidades manuais, em vez de se transformar em uma "chupeta virtual". Quando os pais criam consciência disso, a tarefa fica mais fácil. É possível utilizar a web para procurar uma receita de bolo para pais e filhos fazerem juntos, por exemplo.

A pesquisa TIC Kids On-line Brasil, divulgada recentemente, mostrou um número impressionante: 24,3 milhões de crianças e adolescentes acessam a internet com certa regularidade no país. Isso significa que 86% dos jovens entre 9 e 17 anos estão conectados.

A mesma pesquisa revelou, ainda, que cresceu o número de buscas dos jovens por notícias, uma consideração bem importante. É na internet que os jovens conversam com os amigos, fazem pesquisas, acessam outros lugares do mundo e mergulham de cabeça nesse universo. É na rede que 77% afirmam assistir a vídeos on-line, 75% ouvem músicas e 73% navegam em redes sociais.

O outro lado, porém, é o que preocupa os adultos. Pesquisa feita pelo Google com pais e professores concluiu que 67% dos docentes entrevistados dizem que os pais ainda precisam se esforçar mais para manter a segurança dos seus filhos no mundo digital. É importante que os pequenos mantenham uma vida saudável fora das telas, expressem suas emoções, saiam presencialmente com os amigos, façam exercícios, enfim, que tenham uma vida ativa.

Uma dica valiosa é que os pais não deixem que o diálogo morra e que deixem os filhos sempre confortáveis para se expressar. A conversa franca e honesta é parte fundamental da construção de uma boa relação familiar. É essa troca positiva que vai fazer com que o pequeno não coloque a vida digital em primeiro lugar.

Como bem se sabe, a diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Por isso, moderação é o segredo para que a tecnologia impacte positivamente a rotina da família. Importante que os pais saibam os limites e deem liberdade para que os filhos possam aproveitar seu espaço de forma positiva. Saber utilizar a internet para aproximar você do seu pequeno é o segredo para não criar um conflito entre vocês. E aí, qual vai ser a estratégia de hoje para se conectar com seu filho?


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