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Diagnóstico da osteoporose é desafio


postado em 02/10/2019 04:00

Mariana Peixoto
Vice-presidente da Sociedade Mineira de Reumatologia (SMR)


A osteoporose é uma doença envolvendo mais de 10 milhões de brasileiros, sendo caracterizada pelo enfraquecimento ósseo com a perda da densidade mineral e mudança da arquitetura, aumentando o risco de fraturas. As projeções estimadas pela Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) revelam que o número de fraturas de quadril decorrente do problema será de 140 mil pessoas até 2020; atualmente, são 121.700 por ano.

Um conjunto de fatores influenciam e favorecem o desenvolvimento da doença, como a predisposição genética, uso abusivo de remédios à base de corticoides, envelhecimento, excesso de fumo e álcool, sedentarismo e dietas pobres em cálcio. A recomendação é ingerir de 800 a 1.200mg por dia. As consequências são severas para quem fuma. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma entre oito fraturas de quadril é atribuída ao cigarro. Habitualmente, o primeiro sintoma já aparece na vigência de uma fratura, complicação mais temida.  Os locais de fraturas mais comuns são o fêmur (perna), o rádio (antebraço) e a coluna, com o achatamento das vértebras, podendo acarretar em perda de altura e aparecimento de uma cifose, curvatura anterior da coluna.

Todas as pessoas passam a perder massa óssea após os 35 anos, em média, porém de forma bem lenta. A degradação óssea, por sua vez, surge silenciosamente e requer cuidados que devem começar ainda no período de formação dos ossos. A osteoporose não gera dor, por isso é conhecida como uma patologia silenciosa. Após a menopausa, com a perda do hormônio estrogênio com seu efeito protetor, as mulheres passam a ter uma perda mais acelerada, sendo as mais acometidas.    

A prevenção da osteoporose ainda é o melhor caminho. Uma em cada três mulheres e um a cada cinco homens, a partir dos 50 anos, poderá sofrer com algum tipo de fratura óssea, conforme a International Osteoporosis Foundation. Algumas ações são importantes e englobam uma série de medidas, como a prática de exercícios físicos leves, musculação, caminhadas e nutrição adequada baseada em leite e derivados, sardinha, salmão, amêndoas, aveia, gergelim e verduras de folhas verde-escuro. Tomar sol também é benéfico, uma vez que a radiação solar estimula a síntese de vitamina D na pele, nutriente essencial para o equilíbrio do cálcio no organismo.

O exame mais adequado para o diagnóstico é a densitometria óssea para avaliar o estágio e serve como método de acompanhamento para o tratamento. É um exame indolor para medir a massa óssea na coluna,  fêmur ou rádio. O médico também deve fazer uma boa anamnese, seguida de exame físico e exames laboratoriais para avaliar marcadores de osteometabolismo e possíveis patologias que predispõem ao aparecimento da osteoporose. A recomendação é um acompanhamento reumatológico, avaliando se existe alguma alteração hormonal, metabólica e na reabsorção do cálcio para as devidas adequações.

O tratamento requer uma readequação da dieta, com maior consumo de cálcio e vitaminas; suplementação quando necessário e uso de medicamentos para diminuir a reabsorção óssea, aumentando a formação do mesmo ou ambos. É importante ressaltar que os tratamentos passam por ajustes da alimentação e suplementação e não revertem completamente o problema, mas garantem qualidade de vida para a pessoa não abandonar completamente a rotina. O médico especialista indicará a melhor opção terapêutica para cada caso.
 


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