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Estado de Minas

Bancos digitais e a segurança da informação


postado em 16/08/2019 04:00

Henrique Berger
Diretor-executivo da CSU.ITS, divisão da CSU especializada na terceirização de serviços de TI

A tendência de bancos digitais tem ganho cada vez mais espaço entre os brasileiros. A comodidade e as baixas taxas de serviços, ou até mesmo nulas, atrai clientes que já não aceitam mais perder horas dentro de uma agência bancária. Segundo pesquisa realizada pela Cantarino Brasileiro, 44% dos brasileiros têm conta em banco digital e tradicional, simultaneamente. Porém, 25% desses usuários acreditam que o principal item considerado negativo em relação a bancos digitais é a segurança.

Mesmo que a segurança digital seja algo que avance a cada dia, muitas pessoas, e até mesmo empresas, enxergam, por exemplo, o mobile banking como algo perigoso. Porém, os recursos investidos pelas instituições financeiras em segurança cibernética, integração e entrega contínua, testes automatizados, ferramentas de análise e monitoração que utilizam analytics e inteligência artificial vieram ao encontro das necessidades dos clientes. Exemplos são o salto de interações por meio de chatbots e a maior oferta de produtos e serviços nos canais digitais, que acompanham as necessidades e comportamento dos clientes de maneira ágil e eficaz.

Fazer a governança da segurança de instituições financeiras é um grande desafio. Afinal, a proteção de dados não pode ter falhas. Temos como clientes grandes bancos digitais e conseguimos disponibilizar, ainda, mais funcionalidades e segurança em comparação com uma conta aberta de modo convencional. A diferença é a praticidade de resolver tudo pelo aplicativo sem perder mais tempo com a burocracia dos tradicionais bancos.

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os bancos brasileiros investem, anualmente, bilhões de reais em sistemas de segurança física e eletrônica para garantir a tranquilidade de seus clientes e colaboradores. Também atuam em estreita parceria com governos, polícia e com o Poder Judiciário, para combater os crimes e propor novos padrões de proteção.

O fato de que os consumidores estão priorizando o celular para efetuar essas operações é um indicador da confiança que depositam nos bancos e de que as instituições financeiras estão no caminho certo em relação à oferta de soluções que reúnem praticidade e segurança. Segundo pesquisa da Febraban, seis em cada 10 transações bancárias já são realizadas pelo celular ou pelo computador. Em 2018, o número de transações por mobile banking foi de 31,3 bilhões.

O efeito da tecnologia se concretiza quando há um propósito em sua aplicação, bem como uma sinergia com os demais elementos que compõem o contexto de mercado e de negócio no qual os bancos estão inseridos. Os dispositivos móveis têm cada vez mais recursos que garantem a segurança das informações e identidade dos usuários, utilizando, por exemplo, prova de vida através de reconhecimento facial e movimentos.

E o que muda com a Lei de Proteção de Dados (LGPD)? A lei, que entra em vigor em agosto de 2020, provoca uma verdadeira corrida das empresas em busca da adequação. Em termos gerais, é uma resposta para o problema de segurança da informação que deve aumentar o nível de confiança para o fluxo de dados. Dessa forma, a regra geral para o sistema financeiro será a manutenção do sigilo dos dados pessoais e bancários do cliente.

A primeira será um diagnóstico da equipe de TI da própria empresa ou terceirizada – com relatórios de análises de risco e de impacto das novas exigências. Com isso, será possível verificar em qual estágio a empresa se encontra, quais são os pontos mais vulneráveis de seus sistemas e quais são os maiores fatores de risco.

Obrigatoriamente, as empresas terão que ter em seu quadro funcionários responsáveis pelo tratamento de dados (controlador, operador e encarregado). As empresas ou grupos que não cumprirem com as novas exigências estarão sujeitos a multa que pode chegar a até R$ 50 milhões.


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