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Estado de Minas

A sustentabilidade em condomínios


postado em 27/07/2019 04:13







A palavra sustentabilidade quase sempre esteve associada a questões ambientais e pouco relacionadas com a estratégia de negócios das empresas, mas antes desenvolviam ações de responsabilidade social que tinham pouca relação com os negócios, mas eram importantes para a imagem institucional. Aos poucos, foi-se criando uma cultura do papel social no mundo corporativo, que não deve ser pautada apenas para o lucro, mas que pode contribuir para o bem-estar da humanidade.

No começo deste século, a sociedade foi compreendendo que a forma como as empresas produziam e consumiam teria que ser mudada. Tal processo faz parte de um modelo econômico que se foi consolidando desde a primeira revolução industrial, em que o objetivo era a produção em grande escala, com os métodos de gestão sendo desenvolvidos, como o taylorismo, que trouxe muita eficiência aos processos de produção, o que culminava com o surgimento da administração e de grandes pensadores.

No atual contexto, mas não de forma consolidada, há uma preocupação das empresas com a sustentabilidade, ao perceber que é um grande negócio investir em sustentabilidade. Como exemplos, pode-se citar a eficiência energética, que reduz o custo de energia de forma significativa; e o reúso da água por meio de pequenas estações de tratamento de água (ETA), que contribui para a redução de custos, aumentando o caixa das empresas para possíveis investimentos.

Mas uma questão pode aqui ser colocada: o que um condomínio comercial tem a ver com toda essa discussão?. É preciso compreender que esse tipo de negócio é tão complexo quanto uma empresa nos modelos que se conhecem, apesar de serem diferentes quanto aos objetivos e resultados. Mas as questões que envolvem a sustentabilidade também são muito semelhantes; como exemplos, a eficiência energética e o reúso de água.

A cadeia produtiva da construção é uma das que contribuem, significativamente, para o aumento do dióxido de carbono (CO2), daí a importância de um empreendimento ser construído de forma sustentável desde as fases de concepção, projeto e execução. Mas qual a relação entre sustentabilidade e negócio dentro de um condomínio, visto que existem vários negócios diferentes, em diversos setores econômicos? Um condomínio é dividido, legalmente, em duas áreas: uma privativa e outra comum, de uso coletivo.

Fazer a integração entre as áreas privativa e comum é um grande desafio para a administração no tocante à sustentabilidade. Geralmente, certificações como Aqua-HQE e Leed, por exemplo, são conquistadas pela área comum de um empreendimento, sem o envolvimento da área privativa, o que pode ser a origem do problema no tocante à dificuldade em envolver a unidade privativa para a importância de também ser sustentável.

A gestão eficiente de condomínios também necessita de diretrizes estratégicas (missão, visão e valores), fundamentais para guiar todas as ações e processos da operação.

Portanto, assim como uma empresa elabora suas estratégias tendo a sustentabilidade no centro de seu negócio, um condomínio, de forma similar, também elabora suas estratégias com foco na sustentabilidade, para que as empresas instaladas possam usufruir desse ambiente com ganhos de produtividade, visto que as pessoas num ambiente sustentável têm maior produtividade e melhor qualidade de vida.


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