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Estado de Minas

Espaço do leitor


postado em 22/07/2019 04:14

MAZELAS
Temos de mudar 
os brasileiros

Gledsom Luiz Coutinho
Belo Horizonte

"Nova moda surgiu em supermercados. Algumas frutas somente são vendidas verdes, impróprias para consumo. O comprador paga o preço de fruta madura, qualidade que não recebe. Eis aí exemplo dos milhões de mazelas de todos os naipes que vicejam no país e levam ao crescente enriquecimento dos ricos e ao crescente empobrecimento dos demais. O diagnóstico da situação brasileira é simples. É a injustiça social, que inviabiliza nosso desenvolvimento econômico e estimula a criminalidade. Tudo decorre da ganância da elite governante constituída de empresários e políticos corruptos agindo por detrás do pano. Ignoram até mesmo os miseráveis. Tal estado de coisas já não causa repulsa no país, pois, no Rio de Janeiro, visita a favela já fez, ou faz, parte de 'tour' oferecido por empresa de turismo a clientes estrangeiros. Keynes (1883-1946), em seu livro As consequências econômicas da paz, afirmou: 'Nem sempre as pessoas aceitam morrer de fome em silêncio, algumas são dominadas pela letargia e o desespero, mas outros temperamentos inflamam-se, possuídos pela instabilidade nervosa da histeria, podendo destruir o que resta da organização social, e submergindo a civilização com suas tentativas de satisfazer desesperadamente as necessidades individuais'. A criminalidade prevista por Keynes, não diferia da criminalidade brasileira de hoje, criada e alimentada pelos governantes. Dizem que diante de um problema, o procedimento racional é eliminá-lo. E identificar e exterminar sua causa, sob pena de o problema ressurgir novamente. Aqui, não fazemos isso. Empresários e políticos corruptos e outros beneficiários do atual estado impedem de todos os modos possíveis que o país ponha as cartas na mesa e responda seriamente à pergunta: 'Por que tanta miséria e criminalidade?'. É imperativo combater a criminalidade, porém, manter suas causas significa alimentá-la. Será por ações políticas, planejadas e implementadas em contexto democrático que conseguiremos eliminar o abismo social que criamos. Devemos começar pela federalização, o aperfeiçoamento e a implantação rigorosamente democrática de uma educação de primeira qualidade para jovens dos 6 aos 15 anos. A partir daí, poderemos pensar em outras providências. Temos de mudar os brasileiros. Mas não há outra solução, e convém lembrar, principalmente aos empresários e os políticos corruptos, que, em qualquer lugar, uns poucos ricos cercados de uma maioria de miseráveis jamais será uma situação tranquila. Não é, França (1789)? Não é, Rússia (1917)?"
DENÚNCIA
Abastecimento de 
água interrompido

Daniel Marques
Virginópolis – MG

"Absurdo o descaso da Copasa com a comunidade de Boa Vista, município de Virginópolis-MG, que durante seguidos dias ficou sem abastecimento de água devido a um vazamento espetacular que não resolveram. Água? Nem pra beber. Além de não disponibilizar um caminhão-pipa para atender às necessidades urgentes. O Código de Defesa do Consumidor prevê que a água é um bem essencial à vida humana e deve ter um fornecimento adequado e contínuo, com reparação pelos danos causados devido a interrupções. Entretanto, essa empresa nunca cumpre com as obrigações em nossa localidade e nunca tive reparação no valor da conta referente às constantes interrupções no serviço. Urge que haja alguma autoridade no estado de Minas Gerais que possa interceder pelo povo esquecido de nossa comunidade, visto que estamos completamente abandonados e sem a quem recorrer." 
 BARGANHAS 
Parlamentares não
respeitam eleitores

Hernani José de Castro
São Gonçalo do Rio Abaixo – MG

"Lugar de ociosos, para não escrever vagabundos, é na rua. Porém, se seguirem como marginais o endereço será na penitenciária. O que se vê, em termos de comportamento dos membros das casas legislativas, é uma vergonha. Mais de seis meses de discussões atrás de discussões, somadas com o intuito de barganhas, quando o assunto, conforme inúmeras explicações, é importantíssimo para o país. Nem respeito a seus eleitores tem essa 'corja de misólogos'. Driblar o falado toma lá dá cá, pelo menos por enquanto, é pura utopia. O Brasil de pires na mão e, no entanto, exigência de bilhões e mais bilhões. Esse quadro será muito difícil de apagar. Temos muito tempo ainda de sofrimento, pelo visto. Deveriam escolher, se tivessem tino para isso, a rua ou a prisão."


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