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Novas diretrizes para tratar a artrite reumatoide


postado em 28/06/2019 04:05



A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica e autoimune, sendo que mais de dois milhões de brasileiros sofrem com o problema, principalmente mulheres, na faixa etária dos 30 anos. A patologia requer atenção, pois alguns fatores de risco predispõem o seu desenvolvimento, como aspectos genéticos ou ambientais, tabagismo, infecções, dieta ocidental e alterações da microbiota da mucosa intestinal. Esses fatores atuam em conjunto ou isoladamente, promovendo um desequilíbrio no sistema imunológico e provocando a inflamação das articulações. A Comissão de Artrite Reumatoide da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) publicou uma atualização do consenso sobre as diretrizes para o tratamento, em várias etapas.

O processo pode começar com anti-inflamatórios não esteroidais e corticoide em dose baixa, mas o principal pilar nessa fase é a medicação modificadora do curso da doença (MMCD), como por exemplo, o metotrexate (MTX), sendo que outros produtos podem ser usados isoladamente ou em associação ao MTX, como a leflunomida e sulfassalazina. Na etapa seguinte, e quando não há registro de melhoria dos sintomas, é considerado o uso de medicações imunobiológicas, ou de inibidores de vias de sinalização, sendo que as duas classes de medicamentos atuam em vias importantes do desenvolvimento e perpetuação da inflamação. É crucial informar que o Sistema Único de Saúde (SUS) fornece esses medicamentos. 

A artrite inflama a membrana sinovial da articulação, ou seja, causa uma sinovite. As principais articulações acometidas são as pequenas articulações das mãos e punhos, mas outras também podem ser envolvidas, como os ombros, joelhos e cotovelos. A pessoa costuma ter dor ou piorar os sintomas principalmente ao repouso e à noite, além de uma rigidez matinal nas articulações acometidas, dificultando os movimentos pela manhã ou após um repouso prolongado.

O diagnóstico é feito a partir da avaliação de sintomas clínicos, juntamente com exames de laboratório e imagem. A avaliação laboratorial inclui provas inflamatórias de fase aguda, como a velocidade de hemossedimentação e a proteína C reativa, o fator reumatoide e o anti-CCP.

Os exames de imagem são de grande importância na fase inicial da doença para o diagnóstico, como a ultrassonografia, que é um método de baixo custo, que não envolve radiação e que pode evidenciar a inflamação. A ressonância magnética é outro exame com grande sensibilidade para evidenciar as alterações articulares; entretanto, o custo elevado limita o seu uso. A radiologia convencional proporciona dados inespecíficos em fases iniciais da doença, e alterações como presença de erosões articulares e redução dos espaços das articulações ocorrem apenas em fases mais avançadas. O ideal é que se faça o diagnostico em fases iniciais, podendo ser utilizados os critérios do ACR/Eular (Colégio Americano de Reumatologia/Liga Europeia Contra o Reumatismo) de 2010. Os critérios do ACR de 1987 permitem o diagnóstico da artrite reumatoide em fases mais avançadas da doença.

Se o diagnóstico não ocorrer em fase precoce, há uma chance de o quadro piorar com a ocorrência de erosões e destruição articular, levando a sequelas que podem incapacitar o indivíduo para o desempenho de suas atividades laborativas e impactar negativamente a qualidade de vida.

Uma grande preocupação durante o tratamento está no aparecimento de infecções decorrentes das medicações, biológicas ou não. Os reumatologistas ficam atentos para a ocorrência de sinais e sintomas das principais infecções. Uma causa tardia de morte e que também é uma preocupação médica está relacionada às doenças cardiovasculares. A inflamação e o uso de algumas medicações aumentam os riscos de problemas cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral.

A recomendação é manter hábitos saudáveis de vida, como a prática regular de exercícios físicos e alimentação saudável. A artrite reumatoide não tem cura, mas tratamento eficaz que, quando instituído precocemente, permite controlar o quadro inflamatório, prevenindo a ocorrência de sequelas articulares.



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