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Estado de Minas

Bom senso é indispensável

É fundamental blindar seus principais auxiliares desse quadro de desarmonia e fofoca, em que os conflitos ganham mais luzes do que eventuais feitos do Executivo a favor da sociedade


postado em 08/05/2019 05:07



A sabedoria popular ensina que bom senso e prudência não fazem mal a ninguém. Os ataques do ideólogo Olavo de Carvalho contra os militares se prestam para desarmonizar o gabinete do presidente Jair Bolsonaro. Embora garanta que seguidores do escritor e os militares formam uma só equipe, à opinião pública, os embates mostram outra realidade. Os generais, escolhidos para compor a equipe do Palácio do Planalto, formam a espinha dorsal do governo. Olavo é apenas um palpiteiro agressivo.

O próprio presidente reconheceu, antes e depois da posse, não ter experiência suficiente para mover a máquina pública, pois passou 28 anos como deputado federal. Inegável que os generais e outros auxiliares mais próximos são os que colocam as mãos no leme para evitar um desvio de curso, o que frustraria pelo menos 57 milhões de brasileiros que o elegeram. Essa parcela da população queria a volta dos representantes das Forças Armadas ao poder, certa de que eles serão capazes de tirar o país do atoleiro em que está encalhado.

Em pouco mais de quatro meses, a popularidade do governo vem caindo a cada sondagem de opinião pública. São sinais de que os brasileiros começam a expressar insatisfação com os resultados até agora apresentados. Embora seja impossível mudar uma realidade tão dramática, em 120 ou 180 dias, todos têm pressa, principalmente, os mais de 13 milhões de desempregados.

A economia brasileira, desmantelada a partir de 2014, não consegue entrar em rota de recuperação. Mês a mês, o índices são negativos, na indústria e em outros setores. A tendência é de queda também no Produto Interno Bruto, no primeiro trimestre, sinal de que o crescimento do país será pífio no ocaso de 2019. Empresários e investidores nacionais e estrangeiros se mantêm cautelosos. Esperam mudanças para tirar, ou manter, seus projetos da gaveta. A reforma da Previdência é o principal e o mais importante projeto para que o Brasil consiga equilíbrio fiscal e saia desse círculo de estagnação. Não será uma tarefa fácil se o presidente não concentrar suas energias para conquistar apoio dentro do Congresso Nacional.

Para isso, é fundamental blindar seus principais auxiliares desse quadro de desarmonia e fofoca, em que os conflitos ganham mais luzes do que eventuais feitos do Executivo a favor da sociedade. Contaminam as relações com o Congresso Nacional e atrasam o andamento das reformas imprescindíveis ao país. Um basta a esse clima desfavorável depende de uma posição mais enérgica do presidente da República, impedindo que forças alheias desestabilizem uma equipe que busca reconduzir o Brasil à via do desenvolvimento econômico e social.


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