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Previdência: a vez do Parlamento

Esta semana começa a tramitação da reforma da Previdência na comissão especial. Agilidade é a ordem


postado em 05/05/2019 05:06

Fica mais clara, a cada dia, a urgência da aprovação da reforma da Previdência. Os dados divulgados nas últimas semanas mostram que o país não pode esperar. Na sexta, o IBGE divulgou o balanço da produção industrial: queda de 1,3% em março. Em 2019, o tombo foi de 2,2%. Em um ano, o percentual negativo salta para 6,1%. Pouco antes, vieram à luz os números do desemprego. Multidão de 13 milhões de brasileiros estão de braços cruzados. Somados aos subocupados e aos desalentados, a cifra chega a 28 milhões. As previsões de crescimento do PIB caem a cada avaliação. No início do ano, esperava-se incremento de 2,5%. Agora, há quem fale em 1%.

A razão das nuvens cinzentas que se estendem pelo território nacional se devem à conjuntura econômica. O país precisa crescer. Para engatar a marcha, tem de criar um clima de confiança apto a destravar a cautela e atrair capitais. O setor produtivo e os agentes de mercado condicionam a expansão da atividade econômica à reforma da Previdência. Investidores estrangeiros também esperam por terrenos menos movediços para apostar no Brasil. Ninguém necessita de diploma de Harvard ou Chicago para conhecer o preço da imprevisibilidade – a fuga para ambientes mais seguros.

Daí a responsabilidade do Congresso Nacional no processo de recuperação do país. Em poucos momentos da história, os brasileiros precisaram tanto dos representantes eleitos nas urnas. Esta semana começa a tramitação da reforma da Previdência na comissão especial. Agilidade é a ordem. Caso se repitam as procrastinações observadas na Comissão de Constituição e Justiça – cujo papel era tão somente analisar a constitucionalidade da proposta –, o processo demandará mais tempo. Consequentemente, se aprofundará a retração econômica e se agravarão os indicadores sociais.

Vale repetir, como frisa o presidente Rodrigo Maia, que a reforma não é deste ou daquele governo. É do Estado. E dessa perspectiva precisa ser vista. São inaceitáveis movimentos de parlamentares ou de partidos no sentido de boicotar a proposta, com os olhos postos em 2022. Há o temor de que a aprovação da PEC melhoraria as condições dos brasileiros e, com isso, aplainaria o caminho para a reeleição de Jair Bolsonaro. Trata-se de pensamento pequeno e irresponsável. Pensar na próxima eleição em vez de olhar para a próxima geração joga contra o país e vai de encontro aos desafios que o tema apresenta.

Há um nó a ser desatado. Trata-se de desajuste das regras previdenciárias diante da nova configuração econômica e social do país. Impõe-se implantar uma solução duradoura para estancar o problema. Procrastinar a resposta implica contribuir para que o problema se agrave e se ampliem os danos à população. A urgência em estancar a sangria exige competência política. É natural que haja obstáculos no caminho do projeto. Faz parte do jogo. Faz parte do jogo também o profissionalismo durante a partida. Ingenuidade e arrogância são gols contra.

 

 


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