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O avanço da dengue

É de conhecimento geral que os maiores focos de propagação da enfermidade encontram-se em depósitos domiciliares


postado em 03/05/2019 05:10

O último informe epidemiológico do Ministério da Saúde relativo ao avanço da dengue no país mostra que têm de ser redobrados os esforços para combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, em praticamente todos os estados brasileiros. De nada valerá o empenho das autoridades sanitárias em desenvolver novas técnicas para debelar o vetor e em sua rotina diária de controle nos centros urbanos se não houver a participação efetiva da população nessa jornada. Já são 123 mortes causadas pela enfermidade neste ano – outras 230 estão em investigação – e novos óbitos só serão evitados se os cidadãos se engajarem, realmente, nesta cruzada contra o mosquito, que também transmite a zika e a chikungunya, outras duas doenças letais.

Dados da Secretaria de Vigilância em Saúde revelam que São Paulo e Minas Gerais lideram o macabro ranking, o que causa consternação, por serem duas unidades da Federação que dispõem de estruturas sanitárias razoáveis para o enfrentamento ao aumento de áreas atingidas.

Pelo levantamento, observa-se um incremento de 339% no número de casos prováveis, com mais de 450 mil registros, sendo 211 mil confirmados oficialmente por exames de laboratório ou clínico-epidemiológicos. Os números são considerados assustadores por especialistas e estão próximos às epidemias de 2010, 2013 e 2016. Técnicos do Ministério da Saúde, no entanto, garantem que, mesmo com a evolução vertiginosa dos casos, a taxa de incidência em 2019 está dentro dos parâmetros do canal endêmico de ocorrência para o período, obtido a partir da série histórica dos últimos oito anos.

A situação é mais preocupante nos estados que apresentam alta incidência da virose, ou seja, estão com taxa maior do que 300 registros por 100 mil habitantes. A lista é encabeçada por Tocantins (799,2 casos/100 mil moradores), Mato Grosso do Sul (697,9/100 mil), Goiás (630,8/100 mil), Minas Gerais (585,3/100 mil) e Acre (514,6 100/mil).

Infectologistas alertam que um dos principais motivos para a alta no número de casos deve-se ao avanço do vírus tipo 2 (Denv2) em diversas regiões, sobretudo em áreas de maior densidade populacional, o que afeta, particularmente, as capitais. Esse é o caso de Belo Horizonte, que tem enfrentado um volume alto de casos que mostram a incidência do vírus 2 como a mais significativa. Outra preocupação dos agentes sanitários é o resultado do Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti, que mostra que 60% dos municípios brasileiros que informaram os dados do estudo em seu território estão em situação de risco (16%) ou em alerta (44%) para a possibilidade de surto de doenças transmitidas pelo vetor.

É de conhecimento geral que os maiores focos de propagação da enfermidade encontram-se em depósitos domiciliares, onde a água fica empoçada, criando as condições ideais para os criatórios do mosquito, seguidos por focos em lixo e reservatórios de água. Por isso, está mais do que evidenciado que somente com a colaboração da população poderá ser evitada, este ano, mais uma epidemia da doença, que, além de sobrecarregar o já combalido sistema de saúde pública, ceifa vidas.

 


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