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Estado de Minas

Estimular a ciência

Inegável que o conhecimento científico é ferramenta fundamental para a inserção do país no disputado mercado global


postado em 14/04/2019 05:06

Em tempos em que a ciência no Brasil sofre cortes significativos de verbas nos mais diversos setores, como o que aconteceu, recentemente, com a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), que deixou de repassar recursos para a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), medidas concretas devem ser adotadas pelo governo para reverter essa preocupante realidade. O caso específico de Minas mostra que as autoridades não podem fechar os olhos para questão tão grave, já que a UFMG pode ser obrigada a deixar de lado o programa da vacina contra a dengue, que ameaça tornar-se epidêmica, novamente, em várias unidades da Federação.


Há quatro anos tem havido redução dos investimentos para o desenvolvimento científico, o que coloca em risco projetos estratégicos para o país, com a supressão, também, de verbas do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), empresa pública brasileira de fomento à ciência, tecnologia e inovação. Especialistas avaliam que o Brasil pode avançar muito nos próximos cinco anos se forem mantidos os programas científicos ora em curso. O país vem dando seguidas mostras de sua capacidade em inovação, em que já tem vantagem comparativa com o resto do mundo, como no agronegócio, energia renovável e extração de petróleo em águas profundas.


Muitas vezes, a população não dá o valor que a ciência merece, esquecendo-se de que ela é responsável pelo dia a dia de todos. Por exemplo: na saúde, é responsável pela criação de medicamentos, vacinas, diagnósticos e tratamentos médicos; no abastecimento energético, por meio da física e da química, pela matéria-prima que gera a energia; e na agricultura, na qual o país ocupa posição de destaque, leva à compreensão da relação entre o solo, clima, vegetação e demais variáveis que impactam a produção de alimentos. A Emprapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) é a demonstração cabal da capacidade brasileira no desenvolvimento científico e tornou-se referência mundial.


Inegável que o conhecimento científico é ferramenta fundamental para a inserção do país no disputado mercado global, sendo que estudo do MIT (Massachusetts Institute of Technology), considerado um dos centros de pesquisa e inovação mais avançados do planeta, indica que o Brasil tem desenvolvido tecnologia de ponta em diversos setores. O apoio do Estado é necessário, mas a participação da iniciativa privada na área tem de ser estimulada. Isso porque o país tem um histórico de que metade dos investimentos no setor é feita pelo Estado e grande parte dos aportes das empresas é subsidiado pelo poder público. No mundo desenvolvido, a iniciativa privada responde por dois terços do total investido.


Diante do profícuo trabalho já realizado pelos cientistas brasileiros, todos têm de se unir em defesa da pesquisa científica e inovação tecnológica brasileira, para o bem do país. Inquestionável que, quando vozes nos governos se levantam contra o estratégico setor, toda a nação perde. E a negação da ciência só vai enfraquecer o Brasil, num mundo cada dia mais competitivo. 


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