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As escolas privadas e as startups

O maior desafio da educação privada no Brasil não é conceitual, e sim de aplicação


postado em 25/03/2019 05:06

Há tempos venho dizendo que o modelo de funcionamento das startups tem muito a acrescentar para os gestores de escolas privadas. O olhar das startups é muito interessante para os gestores escolares. Não estou falando apenas de tecnologia, e sim da forma que as empresas desse modelo enxergam seus desafios, com criatividade, disrupção e dinamismo. Enquanto milhares de startups crescem de maneira escalável e eficiente, para as escolas privadas, buscar formas criativas de operar e de crescer, segue representando um grande desafio.


E o mais bacana é que, apesar de os dois modelos de empresa terem formatos de atuação antagônicos, ainda assim carregam muita coisa em comum. Startups têm poucos recursos e dão grandes resultados, assim como as limitações financeiras das escolas, que, muitas vezes, precisam fazer milagres para fechar o mês no azul.


Um dos segredos do crescimento veloz e sustentável das startups está no uso de estratégias centrais inovadoras, aplicadas a todas as áreas da sua gestão. Do financeiro ao marketing, passando por gestão de talentos, encantamento de clientes na venda ou no pós-venda, entre outros. Em todas as etapas de sua operação, as startups estão criando formas mais eficientes de gerir seus recursos, permitindo, assim, alavancar seu crescimento.


As startups têm técnicas e metodologias muito efetivas. Elas agem rapidamente, experimentam frequentemente coisas novas, trabalham em equipe, têm uma estrutura de gestão horizontalizada, empoderam as pessoas para transformar processos, fazem marketing de forma barata e transformam impacto social em modelo de negócio.


Pensando em discutir essas sinergias e os desafios que os gestores do setor de educação têm pela frente, cerca de mil gestores, mantenedores e diretores de escolas particulares de todo o país vão debater o tema, mês que vem, em São Paulo.


Essas pessoas irão em busca de soluções disruptivas e criativas para alavancar a gestão, a inovação e o  marketing das suas instituições. Entre as muitas temáticas abordadas, será mostrado o que as startups têm a ensinar às escolas privadas, principalmente do ponto de vista de gestão.


Acredito que o maior desafio da educação privada no Brasil não seja conceitual, e sim de aplicação. O gestor que tiver a capacidade de buscar e implementar soluções disruptivas será aquele que comandará uma escola de sucesso no futuro.


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