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Estado de Minas

Fundos de bancos e de gestoras independentes


postado em 08/03/2019 05:02


Uma das principais dúvidas sobre investimentos e seus diferentes produtos é se vale mais a pena buscar por casas independentes de gestão ou se o próprio banco em que se tem conta é uma opção cômoda e menos arriscada. A falta de informações a respeito do assunto gera muitos questionamentos, especialmente sobre os riscos.

Umas das questões sobre investir nos bons fundos dos bancos é a acessibilidade deles para o grande público. Os produtos mais rentáveis costumam estar disponíveis apenas para grandes investidores. Ou seja, aqueles que estão no segmento conhecido no jargão do mercado como private (faixa que atende grupos com patrimônio financeiro acima dos R$ 3 milhões). Isso já garante uma vantagem para as gestoras independentes.

As casas que não são ligadas a bancos permitem que o potencial investidor encontre fundos de alto nível com aplicações iniciais que podem partir de R$ 5 mil ou menos. Isso garante certa vantagem, sobretudo quando você está preocupado em diversificar sua carteira, independentemente do valor total que tenha para investir.

E o fator de diversificação também garante outro ponto positivo para gestoras independentes. Optar por investir em produto do banco, como os fundos que são geridos por este, faz com que a sua carteira fique concentrada toda em um único emissor. A gestora independente, por sua vez, precisa buscar bons resultados para seus cotistas sem arriscar demasiadamente o dinheiro deles. Por isso, acaba fazendo uma gestão de risco muito rigorosa.

Existe um custo de oportunidade que as gestoras independentes não querem desperdiçar aqui. Os grandes bancos têm milhões de clientes e centenas de bilhões de reais em custódia. As casas independentes, por sua vez, precisam se esforçar muito para conquistar novos investidores e para mantê-los. Isso explica as taxas cobradas pelas grandes instituições, o que faz com estes não precisem se esforçar muito para entregar resultados concretos para seus clientes.

Além disso, muitos gestores independentes têm alta experiência no setor financeiro, sendo egressos dos grandes bancos e instituições. Exemplos são incontáveis. Alguns deles são: Gustavo Franco e Armínio Fraga, ex-presidentes do Banco Central; Luis Carlos Mendonça de Barros, ex-presidente do BNDES; Luis Stuhlberger, gestor do famoso Fundo Verde do Credit Suisse Hedging Griffo e atual sócio da Verde Asset.

Em diversas situações, o nome do gestor garante a credibilidade da casa. Já nos grandes bancos, os nomes quase não são divulgados. Utilizam a força da marca como argumento de atração de investidores. Com a queda dos juros para um patamar historicamente baixo, muitos profissionais renomados do mercado resolveram apostar suas fichas criando novas gestoras independentes nos últimos meses.

Em suma, os grandes bancos têm bons produtos de investimentos. A questão é que os mesmos só estão disponíveis para um seleto grupo de pessoas de alta renda. Com a democratização sendo promovida pelas gestoras independentes, isso garante um leque maior de opção para uma camada de usuários que demanda esse serviço. E ao contrário do que muitos pensam, pode ser muito mais seguro investir em fundos independentes do que nos bancos. E o melhor: a diversificação do portfólio pode render ao investidor mais retorno em seus investimentos.


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