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Caminhos para a educação do futuro


postado em 06/03/2019 05:03

É bastante comum refletirmos como serão as coisas no futuro, carros voadores, dispositivos implantados em nossas córneas para gravar e revisar tudo o que vivemos, redes sociais com exposição cada vez maior, controle absoluto sobre tudo por meio de câmeras ou aplicativos e um número sem fim de ideias que mais parecem episódios do Black Mirror. Não menos importante que todos esses grandes dilemas é como será a educação no futuro.

O futuro da educação continuará passando por muito trabalho, dedicação e transpiração. O que muda é a forma, a velocidade, os modelos e os conteúdos. Para entender o futuro da educação, é importante olharmos como o mercado de trabalho ajuda a moldar esse formato. Hoje, as tecnologias mudam tanto e são tão impactantes que um plano de ensino engessado com longos anos de duração não consegue acompanhar a evolução. Um aluno que aprende a programar durante quatro anos chega no mercado e se depara não só com uma nova linguagem, mas com diferentes plataformas que, até então, as pessoas nem sabiam de que precisavam.

Qual seria, então, o modelo adequado a esse novo mundo rápido, tecnológico e que tem uma capacidade gigante de tornar tudo obsoleto em tão pouco tempo? É importante olhar para esse tema sob duas perspectivas: formato e conteúdo. Quando olhamos para o formato, meu palpite é um modelo mais flexível de formação profissional, passando do ensino puramente expositivo para um modelo de experiências de aprendizagem. Imagino um modelo mais longo e com maiores intervalos, como um cenário em que o aluno vai entrar na faculdade, ficar por lá dois anos, ingressar no mercado e trabalhar. Aprender com os erros, viver as mudanças e os desafios.

Com o aprendizado “de mercado”, ele vai voltar para a faculdade e continuar seus estudos, optando pelos caminhos que mais façam sentido diante de suas necessidades e seus gostos. A formação passaria a durar muito mais do que quatro anos, porém, com intervalos entre trabalho e estudo, transformando toda essa jornada em uma rica experiência de aprendizagem.

Acredito muito no conceito de lifelong learning, ou seja, aprendizado ao longo da vida, que já é bastante procurado por profissionais e desenvolvido por instituições de ensino de todos os tipos. O aluno vai aprender ao longo da sua vida e não só em momentos específicos.

Profissionais passam a fazer parte das mudanças e da evolução do mercado, vivenciando e aprendendo com novas práticas, formatos, metodologias ou comportamentos. Cada vez mais a pergunta “você é formado em quê?” vai mudar para “o que você faz?”.

Quer dizer que a formação tradicional não vai mais existir? Vai! Ela é base para a formação profissional, principalmente nas áreas biológicas ou exatas. O que será possível é que os modelos sejam mais flexíveis e modulares.

Os conteúdos vão variar de acordo com as áreas do conhecimento. Além da formação tradicional, é importante começarmos a desenvolver nossas capacidades, habilidades e conhecimentos que ajudem o desempenho e o relacionamento: trabalho em equipe, comunicação, criatividade, resolução de problemas, autonomia, responsabilidade, liderança e controle, por exemplo.

Esse já é um dos principais movimentos do mercado de educação. Notamos o surgimento e o crescimento de escolas de cursos livres, presenciais e on-line, falando de competências e habilidades que são buscadas no mercado de trabalho. Os conteúdos dos cursos de graduação não se tornam obsoletos ou irrelevantes, mas precisam ser acompanhados de trilhas e conteúdos que permitam a formação de um profissional ainda mais completo no âmbito técnico e pessoal.

 

 


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