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A indústria 4.0 está transformando a construção civil


postado em 22/01/2019 05:04

 

 

 

 

Falar sobre a indústria 4.0 e seus impactos sem incluir a construção civil é impossível. Considerado um importante termômetro da economia, esse segmento é um dos primeiros a sentir as interferências, positivas ou negativas, que ocorrem no mercado. E, nos últimos anos, a chamada quarta revolução industrial tem sido um dos principais temas abordados pelo mercado, merecendo atenção especial do setor. Isso porque as inovações trazidas por essa nova era de tecnologias e mudanças revolucionárias afetam, diretamente, o desempenho econômico dos setores, que precisam acompanhar todas as transformações que acontecem.

As novidades em automação, inteligência artificial e armazenamento de dados, por exemplo, chegaram para todas as áreas e para empresas de todos os portes. No contexto da construção civil, especialmente, o uso de novas tecnologias propiciadas pela indústria 4.0 traz uma significativa redução no desperdício de materiais, provoca o aumento da produtividade e contribui para resolver um dos principais desafios do setor, o excesso de gastos, que normalmente ultrapassa o orçamento inicial das construtoras.

Dois dados da consultoria empresarial americana McKinsey Global Institute mostram o quanto a construção civil está envolvida nesse contexto. De acordo com o levantamento, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) estão atrás de outros setores, no mundo. Foi investido menos de 1% da receita, comparando-se os 3,5% empregados pela indústria automotiva e os 4,5% da aeroespacial. O estudo, no entanto, estima, ainda, que o mundo precisará gastar US$ 57 trilhões em infraestrutura, até 2030, para acompanhar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global. Um incentivo para os integrantes do setor da construção inverterem esse quadro de baixo investimento, identificando oportunidades em soluções de tecnologias e melhores práticas.

Hoje, alguns exemplos práticos dessas tecnologias já são utilizados pelo setor da construção, como o building information modeling (BIM), um sistema de modelagem que, diferentemente do desenho usual em 2D, trabalha com modelos 3D, que são mais fáceis de assimilar, em vez do uso de desenhos planificados. Além disso, fornece informações aprofundadas sobre cada detalhe da construção.

Com a evolução dessas tecnologias, as perspectivas são de que, em breve, o modelo passe para o nível 5D, em que haverá não apenas a representação digital, apresentando os custos e o planejamento de todas as etapas da construção, mas, também, a disponibilização de informações geográficas, acústicas e térmicas dos locais onde estão sendo construídos os imóveis. Além disso, atuará na análise estratégica dos gastos, permitindo a avaliação e o registro do impacto de determinadas mudanças nos custos e no cronograma do projeto. Segundo a McKinsey, devido à natureza visual e intuitiva do BIM 5D, será possível a identificação dos riscos, antes da conclusão do projeto, para a melhor tomada de decisões.

Com tantas possibilidades, a construção civil está no topo da lista de setores que mais podem contar com essas novidades para gerar resultados exponenciais, além de proporcionar soluções de qualidade de vida à sociedade. Os objetivos de todos os envolvidos nesse processo são convergentes: a otimização da produtividade da equipe e a velocidade na entrega, o aumento de processos mais flexíveis e intuitivos, além do oferecimento de experiências de compra mais personalizadas e sustentáveis, que, com as tecnologias e a mentalidade trazidas pela indústria 4.0, impulsionarão o setor à sua capacidade máxima de oferecer soluções em estrutura.


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