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Sangramento uterino anormal

Cerca de 30% das mulheres apresentam sangramento uterino anormal como uma das principais causas que mais as levam aos consultórios


postado em 21/01/2019 05:06

Qualquer sangramento é motivo para atenção, exceto o decorrente da menstruação com a ausência da gestação. A parede uterina é revestida com o endométrio e, após o espessamento, se desprende, se rompendo em micro vasos que, juntamente com as células endometriais, são expelidos. O ciclo reprodutivo tem início com a menarca – primeira menstruação – e dura até a idade madura, encerrando com a menopausa. Durante esse período, os sangramentos menstruais podem apresentar aumento e ser confundidos com uma menstruação comum, mas, na verdade, são sangramentos excessivos, ou seja, uma perda anormal de sangue chamada de sangramento uterino anormal (SUA).

Cerca de 30% das mulheres apresentam sangramento uterino anormal como uma das principais causas que mais as levam aos consultórios. Alguns estudos revelaram que esse problema impacta na qualidade de vida, podendo interferir na saúde física, emocional e/ou social. Uma dessas pesquisas ocorreu com cerca de seis mil mulheres diagnosticadas com o sangramento uterino anormal. O levantamento revelou que 83% delas sentem impacto nas atividades diárias; 75% veem a menstruação como algo impertinente em suas vidas; 68% evitam até mesmo atividades sociais durante o ciclo menstrual; 91% se sentem limitadas em relação à prática de esportes; 80% consideram que o sangramento atrapalha as atividades laborais e, ainda, 82% contam que o problema influencia no relacionamento amoroso.

O sangramento uterino anormal é considerado desconfortável e é preciso conhecer as causas – orgânicas e clínicas – para estabelecer o tratamento correto. Na categoria orgânica, é possível encontrar lesões na vagina e colo uterino; o câncer de colo uterino ou endométrio; a hiperplasia do endométrio; o pólipo endometrial; a miomatose uterina e, ainda, tumores ovarianos produtores de hormônios.

Já as causas clínicas são a hiperprolactimemia; o hipo ou hipertireoidismo; a insuficiência renal e hepática; o uso de medicação anticoagulante e tumores de suprarrenais produtores de hormônios.

Elas ainda convivem com as causas disfuncionais, provocadas por alterações da fisiologia dos hormônios sexuais sobre o endométrio, na ausência de patologias ginecológicas ou clínicas. A gestação também pode ser considerada uma causa.

Muito se fala sobre o excesso do sangramento, mas é importante ressaltar que, para ser considerado excesso, deve-se observar a variação dos ciclos, pois cada organismo apresenta uma oscilação e cada pessoa tem seu ciclo. O fluxo menstrual, juntamente com a variação do período em dias, deve ser avaliado, considerando a quantidade de sangue expelido.

A constatação do sangramento uterino anormal requer investigação da causa para, posteriormente, optar pelo melhor e mais adequado tratamento, desde a medicação hormonal e procedimentos cirúrgicos como histeroscopia – retirada do útero –, que pode ser realizada por meio da cirurgia robótica.


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