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Valorizar o Mercosul

A Argentina não pode, de forma alguma, ser negligenciada nas relações comerciais brasileirasater a violência dentro do marco legal


postado em 18/01/2019 05:04

 

 

 

 



Em boa hora o presidente da República, Jair Bolsonaro, esclareceu o posicionamento de seu governo em relação ao Mercosul, depois de declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, após as eleições, de que as relações comerciais com integrantes do bloco não seriam prioritárias, o que causou forte mal-estar e desconfiança nos países vizinhos, notadamente na Argentina. No encontro recente com o presidente Maurício Macri, o mandatário brasileiro reforçou a importância do organismo para as economias dos países-membros e pediu mudanças nas regras atuais para que o bloco tenha mais relevância no cenário regional e mundial.

 A Argentina não pode, de forma alguma, ser negligenciada nas relações comerciais brasileiras, pois trata-se do terceiro parceiro do Brasil no comércio externo, atrás apenas de Estados Unidos e China, sendo o principal comprador de produtos manufaturados da indústria nacional. Os dois presidentes acertaram os ponteiros e se comprometeram a aperfeiçoar o acordo e propor uma nova agenda daqui pra frente. O certo é que o Mercosul tem de se modernizar para se tornar mais presente no comércio global.

 O governo brasileiro entende que é preciso valorizar a pauta original do organismo, promovendo a abertura comercial, a redução de barreiras e a eliminação da burocracia, que impedem o livre trânsito de mercadorias entre os países-membros. Bolsonaro ressaltou a importância dos parceiros Uruguai e Paraguai, além da Argentina - esquivou-se em citar a Venezuela por entender que o país é comandado por uma ditadura e sua participação revista -, na construção de um bloco enxuto e relevante.

 A urgência em se concluir negociação com outros blocos econômicos, como a União Europeia (UE), também mereceu destaque no encontro entre Bolsonaro e Macri. Eles concordam que as tratativas com os europeus não podem ficar em banho-maria e que o fechamento de um acordo com os europeus dará outra dimensão ao organismo sul-americano e impulsionará as atividades econômicas nas nações do Cone Sul.

 Também merece destaque a concordância dos dois presidentes em discutir, com os sócios uruguaios e paraguaios, o fim da cláusula que impede tratados de livre-comércio, separadamente, com outros países. As amarras impostas pela proibição são questionadas pelos sócios do Mercosul e todos lucrarão com a possibilidade de se firmarem acordos comerciais bilaterais, o que certamente trará ganhos significativos para o desenvolvimento da região.

 No caso específico do Brasil, se houver consenso para o fim do impedimento, um tratado de liberalização comercial com os Estados Unidos fica mais próximo, seguindo a proposta pragmática do novo governo em relação ao comércio externo. Ainda poderão avançar, e muito, as negociações com o Canadá, México, Cingapura e o Efta (Noruega, Islândia, Suiça e Liechtenstein), entre outros.

 O que não se pode perder de vista é que a valorização do Mercosul – principalmente com a queda das barreiras alfandegárias – e a concretização de outros tratados comerciais em separado só trarão benefícios para o Brasil. O incremento das trocas comerciais entre os países é sinônimo de mais crescimento econômico, mais empregos e melhores condições de vida para a população.



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