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Estado de Minas

Por uma paleta de liberdade!

Rosa ou azul, vermelho ou roxo, verde ou amarelo, branco ou preto, cinza ou marrom, todas as cores se mesclam neste país, sem príncipes e princesas, sem castelos dourados, sem meninos vestidos de azul, sem meninas vestidas de rosa


postado em 06/01/2019 05:06

 

Um machadiano Deus seja louvado em orações fervorosas e nos corações dos brasileiros neste momento de extrema beocidade, instaurada no brado rosado e azulado da nova ministra! Há tolos em todos os lugares do país, que falam pelos cotovelos e para os céus de mãos postas, propagando discursos delirantes. Pobre ministra, veste rosa-azul!

Internautas não vestem rosa ou azul. Internautas abrem as portas de seus guarda-roupas multicoloridos para criar seus brados multicoloridos. Meninos vestem estampado, rosa, violeta, rosa choque. Meninas vestem azul, verde, preto, amarelo... Meninas e meninos vestem o que lhes dá na telha, ou o que têm, senhora ministra.

Meninos e meninas não vivem e não viverão como príncipes e princesas! Não vivemos em um conto de fadas, ornado com castelos pelas cidades e pelos bairros, com cavalos alados, com carrosséis dourados, com jardins brilhantes, com casas feitas de chocolates, com postes feitos de açúcar, com chãos enfeitados de pedrinhas brilhantes... Talvez a senhora viva nesse mundo rosado e azulado em vastos pensamentos e emoções imperfeitas.

Talvez a ministra tenha ampla convivência com príncipes e princesas, e possa lutar com brabeza e abnegação para que pobres, vulneráveis e excluídos da sociedade possam viver, a partir de seu discurso delirante, em castelos dourados. Penso que sua intenção é esta: tirar todos os brasileiros da linha de extrema pobreza, para inseri-los no Programa Meninos-Príncipes vestem azul, Meninas-Princesas vestem rosa, em seus castelos de faz de conta.

O Brasil tem dinheiro suficiente para criar um governo de sonhos dourados; verbas suficientes para concretizar planejamentos mirabolantes. Os invisíveis surgirão garbosos, intelectualizados e não balançarão a cabeça às suas ordens, servilmente. O Brasil tem dinheiro suficiente, em seu discurso pasteurizado, para criar políticas públicas capazes de concretizar tal sonho.

Os meninos e as meninas portarão armas de brinquedo rosa ou azul, mas ninguém será metralhado! Os meninos e as meninas estudarão em escolas de última geração, com ar-condicionado, computadores, laboratórios de diversas áreas, praças de alimentação, bibliotecas com milhares de livros, infraestrutura de qualidade para seus príncipes e princesas.

Não haverá roubalheira por parte dos políticos, pois políticos serão príncipes azuis. Não haverá desvalorização dos professores, pois as políticas da educação vestirão portarias e emendas, que igualarão salários de deputados aos dos educadores. Juízes vestirão togas azuis e rosas tornando-se incompráveis. Policiais vestirão uniformes azuis e rosas, e jamais chefiarão o crime organizado. Mães vestirão rosa, pais vestirão azul, e jamais abusarão ou baterão em seus filhos. Filhos vestirão o respeito incondicional e jamais responderão a seus pais. Padres, pastores, pais de santos e rabinos jamais pecarão. Não haverá palavrões nem juras falsas de amor eterno. Não haverá maledicências, mortes, assassinatos, roubos, invejas, brigas, rancores, mágoas, ódios, intrigas, falsidades, covardias, lascívias... Esse será o mundo de delusão dos príncipes e princesas do país, dos meninos vestem azul, das meninas vestem rosa, engendrado pela ministra.

Rosa ou azul, vermelho ou roxo, verde ou amarelo, branco ou preto, cinza ou marrom, todas as cores se mesclam neste país, sem príncipes e princesas, sem castelos dourados, sem meninos vestidos de azul, sem meninas vestidas de rosa. Antes de intensificar a diferença entre as cores, por que não distribuir paletas de liberdade para a construção de respeito às escolhas de cada um?

A cor do arco-íris, depois de uma garoa fina ou grossa, nos brinda com um céu ornado de cores misturadas. Não dourado, não rosa e azul, não verde e amarelo, não vermelho ou preto, não cinza ou marrom, mas com todas as cores unidas em um só arco, em um só brilho, em um sol de liberdade, em raios fúlgidos, em amor e esperança de um Brasil pintado integralmente com as cores da liberdade.

 


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