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Incentivar a pesquisa científica em MG

Evaldo Vilela Presidente da Fapemig, membro titular da Academia Brasileira de Ciências


postado em 20/12/2018 05:03

Por que, ao desenvolver a ciência, descobrimos novos conhecimentos e novas formas de aplicar o conhecimento em novas tecnologias, novos produtos e processos, que movimentam a economia e criam riqueza e novos empregos? A ciência se tornou, definitivamente, a base do desenvolvimento da economia e Minas Gerais  tem, hoje, uma comunidade de cientistas e equipes de pesquisa muito bem consolidadas, com jovens talentos cobiçados pela economia dos países de economia mais forte. Nossos cientistas e pós-graduandos já atuam em prol do desenvolvimento social e econômico do estado, mas só não temos sido capazes de divulgar nossas boas notícias.

A Fapemig tem sido fundamental para manter e evoluir a ciência e suas aplicações em Minas, com resultados espetaculares em todas as áreas, como na agricultura, mineração, saúde e TI, de onde têm surgido muitas startups exitosas. Mas, na crise financeira do estado, sofremos muito, lamentavelmente. Ficamos restritos ao pagamento de bolsas. Pouco pudemos fazer pela manutenção das pesquisas e uma pesquisa interrompida quase sempre nunca mais se recupera. É um dano irreversível.

Em meio às dificuldades, sofremos ainda com a falta de pessoal para melhor atender à comunidade. Uma agência como a Fapemig, estratégica para o futuro de Minas Gerais, deveria receber uma atenção especial, como acontece em todo o mundo desenvolvido. Não é tratada como mais um órgão público, mas o ente público que promove as universidades de pesquisa, a formação de talentos e a conexão com as empresas inovadoras, das pequenas às grandes, que irão gerar os empregos e a renda da população. Se a Fapemig não consegue apoiar os projetos de pesquisa, a pós-graduação e os talentos surgidos na graduação, conectando-os às necessidades da sociedade, qualquer plano de desenvolvimento não se torna verdadeiro. É simples assim, basta observar o que fazem as nações bem-sucedidas. Não há outro caminho para fazer com que Minas saia da crise financeira em que se encontra.

Toda vez que surge um novo tipo de celular, ou um novo aparelho, assim como um novo método de diagnosticar ou de tratar uma doença, como câncer, por trás está sempre um novo conhecimento, ou uma nova aplicação de um conhecimento. Essas inovações resolvem problemas da sociedade e movimentam a economia. É o que faz hoje a China e demais países asiáticos e que nós, brasileiros, ainda não achamos este caminho de valorização da nossa criatividade. Certamente, somos muito criativos e teríamos muitas chances como nação inovadora, mas ainda não priorizamos nosso futuro. Estamos agarrados apenas à burocracia, no controle e em outras questões importantes, mas deslocadas do desenvolvimento com base na CT&I, e pouco resolvem em dar qualidade de vida a nossa gente.

E com a velocidade do mundo globalizado e inovador, pós-internet, se não resolvermos logo o apoio decisivo à pesquisa cientifica e tecnológica, corremos o risco de ficar muito atrás das nações que conseguem inclusão social e qualidade de vida para o seu povo por meio da educação, ciência, da tecnologia e da inovação. Enfim, é questão de priorizar a soberania nacional.

 

 


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