Conteúdo para Assinantes

Continue lendo ilimitado o conteúdo para assinantes do Estado de Minas Digital no seu computador e smartphone.

price

Estado de Minas Digital

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas digital por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Estado de Minas

País volta a crescer

Para deixar a crise no passado, a futura equipe deverá promover as reformas estruturais indispensáveis: previdenciária e tributária


postado em 01/12/2018 05:05

 

 

 

 






A roda da economia retomou o giro, mas o ritmo ainda é lento. Entre julho e setembro, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,8% na comparação com o período anterior. A soma de todas as riquezas produzidas pelo país chegou a R$ 1,716 trilhão no período. A expectativa é de que o PIB encerre o ano com alta de 1,39%. Em 2017, o crescimento foi de 1%. O resultado desse terceiro trimestre foi puxado, em grande parte, pelos investimentos, que cresceram 6,6% – um comportamento esperado com o fim das incertezas suscitadas pelo processo eleitoral. Além disso, é um indicativo de recuperação da credibilidade do país. No auge da crise, iniciada em 2014, houve queda de 30%.

O estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que o consumo das famílias aumentou 0,6%, reflexo da queda do desemprego, que ficou em 11,7%, no trimestre encerrado em outubro. Hoje, são 12,4 milhões de brasileiros desocupados. Apesar de estar fora do mercado formal, eles não estão de braços cruzados e têm garantido renda por conta própria. Esse comportamento do trabalhador tem impulsionado o crescimento do consumo de bens e serviços. Os técnicos preveem que até o fim do ano a massa salarial real aumentará em cerca de 3%.

A agropecuária se mantém como o segmento mais expressivo para o crescimento econômico do país, com expansão de 0,7% em relação ao trimestre anterior, e de 2,5% na comparação com igual período do ano passado. O avanço, avalia o IBGE, decorre do ganho de produtividade do café (26,6%) e do algodão herbáceo (28,4%). A indústria e serviços contribuíram com bons resultados, com 0,4% e 0,5%, respectivamente. As exportações cresceram 6,7%. As importações, por sua vez, tiveram retração de 10,2%. O governo se comportou bem e manteve os gastos estáveis.

Diferentemente de Michel Temer, o presidente eleito Jair Bolsonaro receberá o país em melhores condições. Porém, para deixar a crise no passado, a futura equipe deverá promover as reformas estruturais indispensáveis: previdenciária e tributária. Independentemente do matiz ideológico, há consenso de que sem essas mudanças o Brasil terá só espasmos de bom desempenho, mas não conseguirá sedimentar um processo de crescimento econômico e garantir o desenvolvimento e a justiça social como espera a Nação.

Reequilibrar as contas públicas, promover as reformas e investir no bem-estar dos cidadãos, garantindo grau de excelência aos serviços essenciais, como saúde, educação, segurança e saneamento, são as principais atribuições do Estado. Para cumprir essa tarefa, o futuro governo dependerá, em boa parte, de um Congresso responsável, em que os interesses partidários não se sobreponham aos anseios da sociedade. O Brasil, como nação mais expressiva do continente sul-americano, não pode continuar patinando no século 19.






Frases


"Cada dia com sua agonia"

. Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ao ser perguntado se existe brecha para que o auxílio-moradia volte a ser pago para magistrados e outras carreiras jurídicas
 

"A expectativa de vida dos homens aumentou de 72,2 anos, em 2016, para 72,5 anos em 2017"
 
. IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ao constatar que houve um aumento de três meses e 11 dias em relação à esperança de vida média de quem nasceu em 2016

 

 


Publicidade