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Estado de Minas VIOLÊNCIA

Ortopedista mineiro estava no mesmo quiosque pouco antes de colegas mortos

Daniel Baumfeld é um dos organizadores do congresso, no Rio de Janeiro, e descreveu o crime como uma 'situação bizarra'


05/10/2023 18:41 - atualizado 06/10/2023 10:32
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Médicos reunidos em um quiosque, no Rio de Janeiro
Minutos antes das mortes, os médicos estavam em um dos quiosques em frente ao hotel em que estavam hospedados: a última foto (foto: Reprodução)

Ortopedistas que estão participando do 6º Congresso de Ortopedia de Cirurgia Minimamente Invasiva do Pé e do Tornozelo estão assustados com a violência do Rio de Janeiro, após a morte dos médicos, assassinados quando estavam em um quiosque, em frente ao hotel em que estavam hospedados. 

O ortopedista mineiro Daniel Baumfeld é um dos organizadores do congresso e estava no quiosque com a família e outros colegas de profissão horas antes do crime, na noite de quarta-feira (4/10), entre 19h30 e 20h30. Momentos depois, eles seguiram para outro restaurante.
 

Para ele, o crime foi uma "situação bizarra", em suas palavras. "Viemos participar de um congresso mundial, com a presença de pessoas do mundo inteiro, em uma das cidades mais bonitas e mais perigosas do Brasil. Impressiona o quanto estamos expostos no nosso país. Não se pode sair do hotel com segurança, sem se sentir ameaçado", declara.

Devido ao clima de insegurança, ele conta que vários colegas acharam por bem deixar a cidade e não participar mais do evento e outros optaram por assistir às palestras no formato online. 

Leia também: Um dos médicos mortos no Rio era irmão da deputada Sâmia Bonfim

O especialista, inclusive, comentou sobre a situação incômoda de ter que dar explicações aos especialistas estrangeiros que questionaram a falta de segurança no Brasil, além do clima de tristeza na abertura do congresso. "Todos estamos abalados diante da condição de insegurança no nosso país. Como médicos, sempre tentamos fazer o melhor para as pessoas. E, pela memória de nossos amigos, seguimos aqui compartilhando as melhores experiências científicas para melhor cuidar de nossos pacientes e, ao mesmo tempo, exigimos justiça."
 

Indignação  

 
"Tirar a vida de um médico, alguém que por essência vive para salvar vidas, é um crime inaceitável. Os três colegas que faleceram deixaram suas famílias para se atualizar no Rio de Janeiro e infelizmente não voltarão para os braços de seus filhos", diz Tiago Baumfeld, também mineiro, irmão de Daniel, que também iria participar do congresso, mas acabou não indo, devido a outros compromissos.
 

Tiago cita o ortopedista Marcos Corsato, de 62 anos, um dos médicos mortos, que era um membro presente em todos os eventos e congressos da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Pé e do Tornozelo (ABTPé).

"Era uma pessoa muito querida, com quem tive o prazer de conviver. A indignação e a dor desse ocorrido colocam em questão, novamente, o grave problema de segurança pública que vivemos no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro. Que segurança temos para fazer coisas tão simples quanto realizar uma confraternização na frente do hotel de um congresso? Nenhuma. Não vamos nos sentir seguros enquanto assassinatos a sangue frio continuarem a ocorrer e cada vez mais perto. Em nome dos colegas ortopedistas, deixo os meus sentimentos às famílias dos falecidos e à torcida pela vida de Daniel Proença", referindo-se ao médico que sobreviveu aos tiros disparados pelos bandidos. 
 

Nota de pesar 


No início da tarde desta quinta-feira (5/10), a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) divugou uma nota de pesar em homenagem aos médicos assassinados.

"A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) vem a público manifestar repúdio e pesar ao ataque ocorrido na madrugada desta quinta-feira (05), no Rio de Janeiro, onde ortopedistas foram assassinados. O crime aconteceu em um quiosque na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Os médicos visitavam a cidade para participar do 6º Congresso Internacional de Cirurgia Minimamente Invasiva do Pé e Tornozelo. A SBOT ressalta a sua preocupação diante de mais um caso de violência no país."
 
 


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