Jornal Estado de Minas

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

'Covarde': redes sociais pedem justiça para procuradora agredida

Após a divulgação das imagens da procuradora-geral do município de Registro (SP), Gabriela Samadello Monteiro de Barros sendo agredida a socos e chutes por um colega de trabalho, dentro da prefeitura, nessa segunda-feira (20/6), a internet se mobilizou em defesa da mulher. 





O procurador Demétrius Oliveira de Macedo, de 34 anos, teria se irritado com a abertura de um processo administrativo contra ele, por seu comportamento agressivo no local de trabalho. O homem chegou a ser preso, mas foi solto, após ser ouvido pela Polícia Civil. Nas redes sociais, internautas apontam covardia de Demétrius e pedem justiça para o caso. 


Leia também: Vídeo: procuradora é agredida por colega de profissão no interior paulista


Outros, divulgaram as redes sociais do procurador e apontam que ele é apoiador de Bolsonaro (PL). Veja algumas reações:

 

 

Respostas


Em entrevista à TV Tribuna, o delegado de Registro, Fernando Carvalho Gregório afirmou que Demétrius foi liberado, uma vez que "não havia uma situação de flagrante". Ele também contou que o procurador "admitiu que agrediu a vítima e alegou que assim o fez por sofrer assédio moral".


Também em entrevista à emissora, Gabriella confirmou que Demétrius seria investigado por conta de sua conduta hostil no ambiente de trabalho, e disse que esperava uma reação do procurador, mas que não pensou que algo do tipo fosse acontecer. "Eu tinha medo, sim. Tinha medo de que fosse acontecer isso, mas não imaginava que fosse ser uma violência física, achava que fosse um bate-boca, uma discussão", falou a vítima.





O Ministério Público de São Paulo informou que designou os promotores de Justiça Daniel Godinho e Ronaldo Pereira Foram designados para responder pela Notícia de Fato Criminal número 29.0001.0130789.2022-75, procedimento do MPSP no qual se investiga a agressão praticada por um procurador do município contra uma colega de trabalho, chefe do agressor.


“O caso teve grave repercussão na cidade.  Os promotores contataram a vítima para orientá-la e colher os primeiros subsídios para a apuração dos fatos logo depois do episódio, que também é acompanhado pelo Núcleo de Gênero do Centro de Apoio Operacional Criminal (CAOCrim)”, afirma o MP-SP em nota.

Leia a nota da Prefeitura de Registro (SP):

 

"A Prefeitura de Registro manifesta o mais absoluto e profundo repudio aos brutais atos de violência realizados pelo Procurador Municipal contra a servidora municipal mulher que exerce a função de Procuradora Geral do Município, fatos ocorridos na última segunda-feira (20/6).





 

Que a vítima e sua família recebam toda nossa solidariedade, apoio e cada palavra de conforto e acolhimento.

 

A administração municipal está tomando as providências necessárias e já determinou de imediato que o agressor seja suspenso, nos termos do art. 179, c/c inc. III do art. 180, ambos da Lei Complementar nº 034/2008 – Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Registro, com prejuízo de seus vencimentos, a partir de 21 de junho.

 

Reafirmamos nosso compromisso com a prevenção e enfrentamento a todas as formas de violência, principalmente aquelas que vitimizam mulheres.

Os servidores da Procuradoria Geral Municipal e da Secretaria de Negócios Jurídicos receberão todo apoio necessário, inclusive acompanhamento psicológico.

 

Por fim, aos demais servidores desta municipalidade recebam nosso amparo e saibam que a prática de violência é veementemente repudiada e será severamente punida pela Administração Municipal."