UAI
Publicidade

Estado de Minas INVESTIGAÇÃO

Advogado está entre os presos em operação contra facção Comboio do Cão

Carlos Augusto Rodrigues Xavier é investigado por participar das atividades da organização criminosa


19/11/2021 08:59

Carlos Augusto é advogado do DF e foi preso em operação da PCDF
Carlos Augusto é advogado do DF e foi preso em operação da PCDF (foto: Reprodução)
Um advogado do Distrito Federal está entre os presos alvos da operação Cáfila, deflagrada para desarticular o Comboio do Cão, a maior facção do DF. Carlos Augusto Rodrigues Xavier é investigado por participar das atividades da organização criminosa. O Correio também revelou que o sargento da Polícia Militar reformado Nilton Barbosa Lima está entre os detidos por suspeita de fornecer armas e munições aos criminosos.

No Cadastro Nacional dos Advogados (CNA), Carlos aparece em situação regular. Ele foi preso na manhã desta quarta-feira (17/11) pelos investigadores da Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Decor). O Correio entrou em contato com a Ordem dos Advogados do Brasil seccional do DF (OAB/DF) para saber quais serão os procedimentos a serem tomados e aguarda retorno.

Além dele, outras 14 pessoas foram presas, incluindo o sargento aposentado Nilton Barbosa. O Correio obteve acesso com exclusividade aos autos do processo, que detalham a quantidade de itens apreendidos na casa do PM, em Brazlândia. Além de uma espingarda, os policiais encontraram 46 caixas contendo cerca de 2,3 mil munições de armas .40, .38, .22 e .32 na sala de estar do imóvel. Havia, ainda, mais de 230 munições acondicionadas em sacos grandes e mais de 100 munições em embalagens (blister), além daquelas avulsas, que somam mais de 150.

Mega-operação da PCDF cumpre 27 mandados de prisão contra membros do Comboio do Cão
Mega-operação da PCDF cumpre 27 mandados de prisão contra membros do Comboio do Cão (foto: PCDF/Divulgação)

Investigações apontaram que os itens seriam fornecidos para outros membros da facção. Constatou-se também a troca de contato entre ele e outro criminoso. Por meio de mensagens e ligações, os dois negociavam armas e munições e enviavam os comprovantes de depósito.

Na casa do PM tinha, ainda, dois cofres, sendo que um deles continha diversos documentos e o outro guardava R$ 13.662. Para a polícia, Nilton não soube explicar o porquê armazenava tantas munições no imóvel e, na delegacia, preferiu manter silêncio. Preso em flagrante, o militar ingressou na PMDF em 1993 e se aposentou como soldado por questões de saúde. Ele recebia, em média, cerca de R$ 6,5 mil por mês.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade