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Estado de Minas DESMATAMENTO

Em agosto, Amazônia perdeu o equivalente a 5 cidades de Belo Horizonte

Estudo mostra que esse valor é 7% maior que o registrado no ano passado


21/09/2021 20:01 - atualizado 21/09/2021 20:31

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(foto: Christian Braga/Greenpeace)
Em agosto de 2021, o desmatamento na Amazônia teve a maior média para o mês em dez anos. Dados obtidos por um estudo feito pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), mostram que foram desmatados 1.606 km² de floresta, o equivalente a cinco vezes o tamanho de Belo Horizonte.
 
O estudo mostra que esse valor é 7% maior que o registrado no ano passado. De acordo com o Imazon, somando os dados de janeiro a agosto de 2021, foram destruídos 7.715 km² da Amazônia. Além de ser o pior índice do mês de agosto, a pesquisa indica que o desmatamento foi 48% maior que o ocorrido no mesmo período de 2020.
 
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(foto: Christian Braga/Greenpeace)
 
 
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(foto: Christian Braga/Greenpeace)
 
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(foto: Christian Braga/Greenpeace)
 
 
O Pará e o Amazonas são responsáveis por 66% da área destruída em agosto e seguem como os que mais desmatam. E, pela primeira vez, o Acre aparece em terceiro lugar.

O Pará teve 638 km² de terras destruídas apenas em agosto, o que representa 40% de toda a devastação na Amazônia Legal, e segue no topo do ranking de estados que mais desmatam a Floresta Amazônica.
 
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(foto: Christian Braga/Greenpeace)
 

O pesquisador do Imazon, Antônio Fonseca, alerta que é necessária a adoção de medidas contra o desmatamento, como a intensificação de operações de fiscalização. "Se quisermos evitar que o ano feche com a maior área desmatada da década, precisamos urgentemente adotar ações mais efetivas, como aumentar o embargo de terras já desmatadas ilegalmente e intensificar operações de fiscalização, com a devida punição dos desmatadores", explicou em entrevista ao "G1".

Desenvolvido pelo Imazon, o SAD, é uma ferramenta que utiliza imagens de satélites, incluindo radar, para o monitoramento da Floresta Amazônica.
 
*Estagiária sob supervisão do subeditor Eduardo Oliveira


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