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Estado de Minas ENTENDA O QUE É

Segundo pesquisa, quase 50% dos brasileiros não aprova vacina obrigatória

Metade das 2 mil pessoas ouvidas pelo Instituto Paraná Pesquisas não concorda com a imunização compulsória. Maior rejeição está no Sul do país


18/12/2020 15:39 - atualizado 18/12/2020 16:18

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou na tarde de quinta-feira (17/12) que os governos locais podem estabelecer medidas de vacinação compulsória da população contra a COVID-19(foto: PixaBay/Reprodução)
O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou na tarde de quinta-feira (17/12) que os governos locais podem estabelecer medidas de vacinação compulsória da população contra a COVID-19 (foto: PixaBay/Reprodução)
Pesquisa realizada pelo Paraná Pesquisas mostra que 52% da população brasileira não concorda com a vacinação obrigatória. Foram entrevistadas 2.206 pessoas, com 16 anos ou mais, em todos os estados brasileiros e Distrito Federal, entre 12 e 16 de dezembro de 2020.  

Segundo a pesquisa, 56,2% dos homens e 48,3% das mulheres não concordam que a imunização deva ser compulsória. A pesquisa também aponta que 42% dos homens e 49,7%  das mulheres, por sua vez, são favoráveis à vacinação obrigatória. 

Dos ouvidos 2% não souberam responder ou preferiram não opinar.

O estudo também mostra que a maior parte das pessoas que são contra a obrigatoriedade da vacina possui ensino superior – correspondem a 55,7% dos entrevistados.

Com o ensino fundamental completo, 49,7% e com ensino médio completo 51,9% dos entrevistados.

De acordo com o estudo, a região com maior rejeição à vacinação obrigatória é a Sul (56,4%), seguida de Nordeste, com 51,9%; Sudeste, com 51,8% e Norte e Centro Oeste, com 48,8%.


O que é a vacinação obrigatória?

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou na tarde de quinta-feira (17/12) que os governos locais podem estabelecer medidas de vacinação compulsória da população contra a COVID-19. Segundo a decisão, a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios podem estabelecer medidas legais pela obrigatoriedade.

Apesar disso, a vacinação forçada está fora da tese. Afinal, o que diz a decisão?

Nenhuma lei poderá determinar que o cidadão seja levado à força para tomar a vacina, mas a eventual norma poderá prever a restrição de direitos pela falta de comprovação da vacinação – como deixar de receber um benefício, ser proibido de entrar em algum lugar ou ser impedido de realizar matrícula escolar na rede pública de ensino. 

A Corte também decidiu que pais ou responsáveis de crianças e adolescentes são obrigados a vacinar seus filhos. 
 
*Estagiária sob supervisão da subeditora Kelen Cristina 


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