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Estado de Minas

Menos de 24 horas após assassinato de cliente negro em RS, Carrefour lança campanha: 'Todos merecem respeito'

Ação, por enquanto, ficará restrita a cartazes afixados nas lojas da rede; empresa ainda estuda lançamento nas redes sociais após revolta gerada com o assassinato dentro de loja em Porto Alegre


20/11/2020 10:38 - atualizado 20/11/2020 11:38

Após revolta da internet com o assassinato de cliente negro, Carrefour lança manifesto pela diversidade restrita a cartazes afixados em lojas(foto: Philippe Huguen/AFP )
Após revolta da internet com o assassinato de cliente negro, Carrefour lança manifesto pela diversidade restrita a cartazes afixados em lojas (foto: Philippe Huguen/AFP )
Nesta sexta-feira (20), data em que se comemora o Dia da Consciência Negra, o grupo Carrefour Brasil pretende lançar um manifesto pela diversidade. A informação foi confirmada ao Estado de Minas pela rede. A ação ocorre menos de 24 horas após seguranças de uma unidade situada em Porto Alegre espancarem até a morte um homem negro de 40 anos, identificado como João Alberto Silveira Freitas. 

Segundo a empresa, a campanha já estava prevista no calendário do grupo. Entretanto, ficará restrita a cartazes afixados nas lojas. A assessoria de imprensa informou que a equipe de criação ainda estuda se lançará o manifesto na internet, dada a revolta que o assassinato do cliente negro gerou nas redes sociais. 


(foto: Carrefour/Divulgação)
(foto: Carrefour/Divulgação)

Violência brutal

Registrado em vídeo, que circula no Instagram e no Twitter, o espancamento, seguido de morte de João Alberto ocorreu na noite dessa quinta-feira (19). Além do segurança do Carrefour, um policial militar participa do crime. Um agressor segurou a vítima, enquanto o outro desferiu socos na rosto dela. O homem gritou muito enquanto apanhava. 



Uma mulher, identificada como funcionária do supermercado, também aparece na cena, assistindo as agressões. Ela ameaçou a pessoa que gravou o vídeo. 

Por meio de nota, o supermercado informou que "romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão" e desligará o funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente


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