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Estado de Minas GERAL

São Paulo chega a 10,6 mil mortes por covid-19; isolamento social cai


postado em 14/06/2020 18:09

Com quase 70% dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) ocupados e em meio a um processo de reabertura comercial, o Estado de São Paulo registrou neste domingo, 14, mais 113 mortes de pacientes infectados pelo novo coronavírus, fazendo o total de mortos chegar a 10.694. Nas últimas 24 horas, o Estado registrou mais 5.327 casos confirmados da doença, e agora São Paulo já tem 178.202 pessoas - o equivalente à população inteira de cidades como Itu ou Bragança Paulista.

A taxa de ocupação nas UTIs da Grande São Paulo está em 76,2%, segundo informou, por nota, a Secretaria Estadual da Saúde. "O número de pacientes internados é de 13.982, sendo 8.272 em enfermaria e 5.710 em unidades de terapia intensiva", disse a nota.

Em geral, os fins de semana têm registro menor de novos casos e óbitos. Segundo o governo, isso se deve às dificuldades que algumas prefeituras do interior têm em transmitir as informações aos fins de semana. As 113 mortes registradas neste domingo são o maior número de óbitos, considerando apenas os domingos, desde o começo da pandemia.

Nesta segunda começam a valer novas classificações de segurança dos municípios paulistas no chamado Plano São Paulo, o programa de reabertura comercial do Estado conduzido pela gestão João Doria (PSDB). As regiões de Barretos, Presidente Prudente e Ribeirão Preto, terão restrição total do comércio não essencial. Já as cidades da Grande São Paulo, da Baixada Santista e do Vale do Ribeira, que estavam em restrição máxima, poderão abrir lojas e shoppings, em um esquema que prevê restrição de horários e lotação dos estabelecimentos.

A doença, entretanto, continua avançando pelo Estado, segundo informa o governo. "Dos 645 municípios do território paulista, houve pelo menos uma pessoa infectada em 579 cidades, sendo 307 com um ou mais óbitos."

Taxa de isolamento social tem queda

Os dados sobre isolamento social divulgados neste domingo, referentes ao sábado, 13, apontam para o fim de semana com o menor índice desde 20 de março, quando a quarentena para tentar combater o coronavírus teve início. O índice foi de 48% no Estado e de 49% na capital. São dados que, até a semana passada, só ocorriam em dias úteis. No sábado passado, a capital teve taxa de 51%. No anterior, dia 30, 52%.

Outros índices, como o monitor Estadão/Inloco, apontam a mesma tendência de redução das taxas, mas em um ritmo mais acelerado. Levando em conta esse índice, a taxa do Estado ficou em 39,9% neste sábado, fechando a semana com os menores índices desde o começo da quarentena. No primeiro domingo da quarentena, em 22 de março, esse indicador chegou a uma taxa de 62,5%.

A disparidade dos índices vem da diferença de origem dos dados. No caso dos números do governo, a base é de dados fornecidos pelas empresas de telefonia, que monitoram a localização dos celulares no Estado a partir das antenas de retransmissão. No caso do monitor Estadão/Inloco, os dados têm como fonte informações obtidas diretamente de sensores presentes nos sinais de GPS e Wi-Fi de aparelhos celulares.

A meta estipulada pelos órgãos de saúde, que o Estado nunca alcançou, era uma taxa de isolamento de 70%.

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