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Estado de Minas

Polícia identifica autores de comparação de modelos negras com escravas

De acordo com a Polícia Civil, três menores e um adulto escreveram as mensagens no WhatsApp durante um desfile no último sábado


postado em 19/10/2018 08:46 / atualizado em 19/10/2018 08:49

(foto: (foto: Reprodução))
(foto: (foto: Reprodução))
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) identificou três adolescentes e um adulto como autores das mensagens que compararam modelos que desfilavam no Shopping JK, em Taguatinga, com escravas. O evento e as injurias raciais ocorreram no último sábado.

Cerca de 180 jovens, entre 16 e 25 anos, moradoras do DF e do Entorno participavam de uma seletiva do concurso de beleza do Top Cufa. Durante o evento, os acusados começaram a comentar em um grupo do WhatsApp sobre a presença das modelos.
Um deles, identificado nas mensagens como Alex, começa com os comentários. “Está tendo um desfile só de negra aqui no (Shopping) JK. Coisa horrorosa”, diz. Outra pessoa identificada como Muniz publicou uma foto de escravos enfileirados e comparou a imagem com as jovens. 

O evento e as injurias raciais ocorreram no último sábado(foto: Divulgação/Top CUFA)
O evento e as injurias raciais ocorreram no último sábado (foto: Divulgação/Top CUFA)

Os comentários foram publicados nas redes sociais e causaram revolta. Ao tomar conhecimento, a Central Única das Favelas (CUF) no DF, organizadora do evento, repudiou e registrou boletim de ocorrência na 12ª DP (Taguatinga Centro). 
 
A delegada do caso, Erica Macedo, diz que as declarações não se tratatm da questão de liberdade de expressão ou de opinião, e sim uma injúria. "A divisão trabalha para identificar e punir os responsáveis por casos como esse. Com a divulgação, outras prováveis vítimas conseguem se identificar com as práticas e acabam tomando coragem para denunciar", explica.

O caso ficou a cargo da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa, Orientação Sexual, Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrim). Mas, por se tratar de menores de idade, o caso dos adolescentes ficará com a Delegacia da Criança e dos Adolescentes (DCA).

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