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Estado de Minas GERAL

Crocodilo gigante que viveu há 70 milhões de anos em SP teria dieta variada


postado em 16/08/2018 10:26

O professor do Departamento de Ciências da Faculdade de Formação de Professores da UERJ André Pinheiro explicou que o crocodilo gigante que viveu há 70 milhões de anos em São Paulo vivia em região cortada por rios. E que as características dos dentes e da mandíbula indicam dieta variada, que incluía peixes de água doce, moluscos, caranguejos e tartarugas.

"O formato de seus dentes, não muito pontudo e não muito achatado, com estrias profundamente marcadas de alto a baixo e esmalte robusto, indica que ele conseguia comer presas duras, animais com estruturas de proteção, como as tartarugas", explica Pinheiro.

O Roxochampsa paulistanus pode ser considerado tio-avô dos atuais crocodilianos. Ele foi descrito por pesquisadores da Universidade do Estado do Rio (UERJ) e da Federal do Rio (UFRJ) na revista científica Plos One.

O grupo encontrou fósseis de mandíbula e dentes de dois indivíduos em rochas da formação Presidente Prudente, no sudoeste paulista.

Os fósseis, concluíram, pertenciam a um gênero totalmente diferente de outros animais pré-históricos já achados no local.

O Roxochampsa paulistanus teria sido contemporâneo de um dos maiores dinossauros que já habitaram o País, o Austroposeidon magnificus.

Ele teria, no mínimo, 2,5 metros de comprimento e, só a cabeça tinha 40 centímetros. Teria sido extinto juntamente com os dinossauros, há cerca de 65 milhões de anos, e, por isso, não deixou descendentes diretos.

O nome da nova espécie foi dado em homenagem ao pesquisador Mathias Roxo que, em 1932 encontrou dois dentes e uma tíbia que teriam pertencido a um crocodilo pré-histórico, mas se tornaram um grande enigma da paleontologia.

Na época, Roxo só conseguiu associar o seu achado a espécies encontradas no Hemisfério Norte e se questionava como eles teriam vindo parar por aqui.

"Roxo só errou ao identificar as características como ligadas a espécimes que viviam no Hemisfério Norte", explicou Pinheiro. "Esse grupo, na verdade, está aparentado com animais terrestres do sul. Esse espécime em especial, se destaca por ser semi-aquático."

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