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Estado de Minas

Já são 30 policiais mortos neste ano no Rio de Janeiro

Cabo fazia patrulhamento no Morro da Pedreira, na zona norte, e foi surpreendido por criminosos, que atiraram na viatura


postado em 01/04/2018 06:00 / atualizado em 01/04/2018 07:23

Rio de Janeiro está sob intervenção militar desde fevereiro, mas a violência não diminuiu na cidade(foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO)
Rio de Janeiro está sob intervenção militar desde fevereiro, mas a violência não diminuiu na cidade (foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO)

Rio de Janeiro – A violência contra policiais militares fez mais duas vítimas no Rio de Janeiro. No Complexo da Pedreira, Zona Norte do Rio, o cabo Raphael de Oliveira Monteiro, do 41º Batalhão de Polícia Militar (BPM), foi baleado nas proximidades do Morro da Pedreira e morreu na noite da sexta-feira. É o 30º policial morto só neste ano, o 11º em serviço. Ontem, por volta das 5h30, uma policial da UPP da Vila Cruzeiro foi atacada por três assaltantes e esfaqueada no braço e no pescoço no BRT, mas passa bem. O Rio está sob intervenção federal do Exército, mas a violência não diminuiu na cidade.

Monteiro estava na corporação desde 2010, tinha 30 anos, era casado e deixa um filho. Ele fazia o patrulhamento na Avenida Pastor Martin Luther King, na altura da Pavuna, zona norte, quando criminosos atiraram na viatura. O policial foi levado para a Unidade de Pronto-atendimento (UPA) de Rocha Miranda e transferido para o Hospital Estadual Albert Schweitzer, mas não resistiu aos ferimentos.


O nome da policial esfaqueada no BRT não foi divulgado. De acordo com a assessoria de imprensa das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs), o quadro clínico é estável. Ela aguarda procedimento cirúrgico no Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio, para onde foi transferida depois de ter sido socorrida pelo Hospital Estadual Getúlio Vargas. O ataque à policial da UPP aconteceu na estação Vila Queiroz (Madureira), onde a agente havia evitado um roubo na semana passada. Ela foi reconhecida pelos mesmos criminosos e atingida por golpes de faca no braço e pescoço. O caso foi registrado no 29º DP (Madureira).


MENINA MORRE COM TIRO NA CABEÇA

Em Mangaratiba, município do litoral fluminense, uma criança de 2 anos morreu ao levar tiro na cabeça na manhã de ontem, no bairro Conceição do Jacareí. A menina teria sido atingida quando a família sofreu tentativa de assalto e os bandidos atiraram no carro em que viajavam. Segundo o comando do 33º Batalhão de Polícia Militar, de Angra dos Reis, uma equipe policial que fazia patrulhamento em Conceição do Jacareí foi acionada pela família da criança. A menina foi levada para uma unidade hospitalar da região, sendo transferida em seguida para o Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, bairro da zona oeste do Rio, mas morreu. Agentes fazem buscas na região conhecida como Morro do Chapéu, também em Mangaratiba, para tentar prender os autores do crime.

enquanto isso...
...Alunas denunciam professor por abuso

Pelo menos 10 alunas da Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc) denunciaram um professor de história por abuso sexual e estupro. Os casos vieram à tona depois que uma delas registrou boletim de ocorrência alegando ter sido estuprada na casa dele. Na sequência, outras nove alunas procuraram a polícia e relataram abusos cometidos dentro da instituição. Os últimos três casos foram registrados na quinta-feira. A universidade abriu sindicância interna e o professor pediu afastamento por razões médicas. O delegado Paulo de Deus, da 6ª Delegacia de Polícia da Capital, diz que os relatos das novas vítimas são parecidos com os depoimentos já colhidos e que os indícios apontam para prática de assédio sexual, com pena prevista de um a dois anos. Já o caso de estupro, o primeiro a ser denunciado, teve inquérito encaminhado à Delegacia de Palhoça, município da Grande Florianópolis, onde teria ocorrido o crime. Nesse caso, se condenado, o professor pode pegar de seis a 12 anos de prisão em regime fechado.

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