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Estado de Minas

Estado de Minas se destacou ao longo de 2017 nos principais prêmios de jornalismo

Produção de documentários também foi agraciada em mostras de cinema


postado em 01/01/2018 16:01 / atualizado em 01/01/2018 16:36

O reconhecimento nacional e internacional das reportagens do Estado de Minas ao longo de 2017 fez do ano passado um marco no jornalismo do EM, que completará 90 anos em março. Foram prêmios e homenagens para conteúdos publicados nas edições impressas e digital do jornal. O investimento em grandes reportagens nacionais e o trabalho coordenado que envolveu todos os setores da redação levaram o jornal a se aprofundar na produção de conteúdos em formatos ainda pouco exploradores pela imprensa brasileira, como os documentários. Entre os destaques está a conquista do Prêmio Petrobras de Jornalismo, um dos mais importantes do país. O EM venceu na categoria Cultura com a reportagem multimídia Travessia, publicada em março de 2016, focada nos 60 anos da obra Grande sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa.

A reportagem, que teve textos de Gustavo Werneck, fotos de Alexandre Guzanshe e vídeos de Fred Bottrel, mostra personagens reais que, a exemplo de Riobaldo e Diadorim, lidam com a questão da diversidade. São relatos das jornadas de vidas e mortes de anônimas Diadorins do sertão mineiro em busca da própria identidade. Pessoas que, como a misteriosa criação do escritor, tiveram coragem para enfrentar os perigos e, tão certas de si, vivem “o calor de tudo”.

“O reconhecimento ao especial Travessia em um prêmio nacional de tamanha importância é um estímulo para que a gente continue produzindo reportagens multimídia identificadas com Minas Gerais, mas capazes de surpreender e emocionar o leitor de todo o Brasil”, comenta Carlos Marcelo Carvalho, diretor de redação do Estado de Minas. A reportagem Hildas de Hoje, de Flávia Ayer e Luciane Evans, foi uma das finalistas do Prêmio Petrobras de Jornalismo, entre três trabalhos, na categoria regional.

A série de reportagens Mulheres de fibra, do repórter Luiz Ribeiro, publicada entre 29 e 31 de agosto de 2016, venceu o Prêmio BNB de Jornalismo – edição 2017, na categoria extrarregional. Fruto de três meses do trabalho jornalístico, as reportagens mostraram a luta, o esforço e o sacrifício de mulheres empreendedoras que, mesmo enfrentando a pobreza e as dificuldades, se uniram e criaram o próprio jeito de ganhar a vida, transformando em fonte de renda e sobrevivência os recursos naturais disponíveis no Norte de Minas e no Vale do Jequitinhonha.

A redação do EM também se destacou nos prêmios estaduais. Na 10ª edição do Prêmio Délio Rocha de Jornalismo de Interesse Público, séries de reportagens de profissionais do Estado de Minas conquistaram as primeiras posições, em julho. A subeditora Marta Vieira e Marinella Castro venceram, em primeiro lugar, na categoria reportagem impressa com a série Um negócio, uma crise. O repórter Luiz Ribeiro, com Grande Sertão, 60 anos: Veredas em agonia, ficou em segundo; e repórter-fotográfico Túlio Santos, com Extremos gerais, em terceiro. O também repórter-fotográfico Leandro Couri ficou em terceiro lugar na categoria reportagem fotográfica, com imagem para a reportagem A história de Minas redescoberta.

A série de reportagens Um Negócio, uma crise – Cidades dependentes, publicada em fevereiro de 2016, mostrou a situação de risco enfrentada por dezenas de pequenos municípios de Minas que têm mais da metade da sua economia, medida pelo PIB, dependente de um único empreendimento ou setor de atividade econômica. A série Grande Sertão, 60 anos: Veredas em agonia foi publicada em novembro de 2016. A reportagem seguiu o trajeto do escritor Guimarães Rosa, passados 60 anos do livro, registrando o momento atual da região.


EXCELÊNCIA GRÁFICA

O EM manteve ainda a tradição de ser reconhecido por sua excelência gráfica e, pelo segundo ano consecutivo, teve três trabalhos reconhecidos pelo European Newspaper Award, um dos mais importantes concursos do design editorial, com participação de 185 dos mais renomados jornais de 27 países europeus. Nesta 19ª edição do concurso, o EM recebeu três prêmios por excelência gráfica, dos quais duas ilustrações para o caderno Pensar em reportagens sobre o cantor e compositor cearense Belchior e sobre o livro de correspondências entre os escritores Jorge Amado e José Saramago. Já a capa premiada do Estado de Minas abordou o preconceito e a discriminação contra homossexuais.


O subeditor do jornal Júlio Moreira, um dos autores da capa premiada, lembra que o EM coleciona dezenas de prêmios internacionais de design de notícia. “Os prêmios recebidos no European Newspaper Award reafirmam o compromisso do Estado de Minas de levar aos seus leitores páginas com desenho ousado e que despertam o interesse pela leitura”, comenta. “Ao longo dos anos, o jornal vem ocupando lugar de destaque em premiações internacionais do gênero”, afirma Júlio.


RECONHECIMENTO

l O investimento do Estado de Minas em grandes reportagens foi reconhecido em vários concursos e premiações de relevância nacional em 2017. Em novembro, a reportagem especial Dois destinos, publicada em 22 de janeiro pelo Estado de Minas, foi finalista do 1º Prêmio Policiais Federais de Jornalismo, iniciativa da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) e do Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal (SINDIPOL/DF). Inspirada no livro Dois irmãos, de Milton Hatoum, a reportagem especial assinada por Renan Damasceno (textos), Alexandre Guzanshe (fotos) e Fred Bottrel (vídeos) contou – em oito páginas da edição impressa e por meio de um minidoc em site com outros conteúdos multimídias – a história real de dois irmãos separados pelo massacre de cerca de 60 presos no Complexo Prisional Anísio Jobim (Compaj), ocorrido em Manaus (AM), no primeiro dia de 2017.


A série de reportagens Rio Doce – Amarga agonia, publicada em junho de 2015 pelo Estado de Minas, foi finalista do Prêmio ANA 2017 na categoria impresso. O trabalho, assinado pelos repórteres Mateus Parreiras e Guilherme Paranaiba e pelos repórteres fotográficos Alexandre Guzanshe e Leandro Couri, retratou o drama vivido pelo Rio Doce antes do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, que aconteceu cinco meses depois. A devastação do meio ambiente ao longo da bacia hidrográfica foi registrada pela equipe, que mostrou destruição de mata preservada no Parque Estadual do Rio Doce, despejo de esgoto no ponto de formação do manancial e outras agressões, que, junto com a estiagem, motivaram a paralisia do rio. O curso d’água, pela primeira vez na história, parou de alcançar no mar pelo braço tradicional da foz na praia da Regência Augusta, em Linhares, no Espírito Santo. O trabalho também foi finalista do prêmio Allianz e do extinto prêmio Esso.
l A repórter Junia Oliveira foi homenageada numa premiação simbólica da instituição social Ramacrisna, em comemoração aos 10 anos do Antenados. O projeto juvenil de comunicação, desenvolvido em Betim, na Grande BH, oferece a jovens em situação de risco social a possibilidade de se tornarem potenciais produtores de conteúdo e agentes transformadores da sociedade em que vivem. A homenagem ocorreu durante a Semana da Comunicação Antenados, que premiou profissionais de Betim e BH que ajudaram a construir essa história de transformação social e cidadania que começou em 2007 com o Projeto Jovens Comunicadores Antenados.

 

DOCUMENTÁRIOS HOMENAGEADOS

 

Parte significativa da produção do Núcleo Multimídia do Portal Uai desbravou em 2017 terreno até então inédito para o Estado de Minas: a criação de documentários. “Embalamos as nossas produções como curtas-metragens e chegamos a um resultado que nos surpreendeu, com presença e premiações em festivais de cinema”, comenta o subeditor Fred Bottrel. O planejamento para a produção e edição multimídia dos materiais consolidou-se como peça fundamental na criação de grandes reportagens do jornal.

O curta-metragem Dandara, derivado de uma grande reportagem do Estado de Minas publicada em março, venceu o Prêmio Canal Brasil de Incentivo ao Curta-Metragem, no Festival Mix Brasil de Cinema da Diversidade. Com depoimentos de pessoas que conviveram com ela, o curta de 14 minutos traça o retrato humano de uma figura que se tornou conhecida em todo o Brasil a partir da divulgação das imagens de sua morte, aos 42 anos, em Fortaleza, no Ceará. O documentário estreou na Mostra Competitiva do festival, entre curtas brasileiros de diversos gêneros. Com o prêmio, o Canal Brasil adquire os direitos de exibição do filme, que entra para a sua grade da programação.

Em 2017, o Estado de Minas também teve outros curtas-metragens derivados de grandes reportagens selecionados para mostras competitivas de cinema. Em outubro, o filme Travessia, de Alexandre Guzanshe, Fred Bottrel e Gustavo Werneck, ganhou menção honrosa no Cine Baru, em Sagarana, no Noroeste de Minas. No mesmo festival, Marina – o sonho de Niemeyer no sertão mineiro que a ditadura abafou, de Alexandre Guzanshe e Renan Damasceno, participou da mostra competitiva.

O reconhecimento desses documentários produzidos pela equipe do Estado de Minas chegou também à principal mostra de filmes de futebol do país, a CineFoot. No início de dezembro, o curta Paixões, de Renan Damasceno e Larissa Kumpel, foi exibido no Mineirão durante a oitava edição do evento. O minidoc foi produzido para a série multimídia BH120, especial em 12 partes feito pelo EM para homenagear o aniversário de Belo Horizonte.

O curta-metragem conta a história de três torcedoras que descobriram nas arquibancadas o segredo da longevidade: Dona Zuzu, de 82 anos; Salomé Silva, de 83; e Ana Cândida, de 97, a Vovó do Galo – torcedoras emblemáticas de América, Cruzeiro e Atlético, respectivamente.


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