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Estado de Minas PARIS

Atos pelo Dia da Mulher na França denunciam reforma da Previdência


08/03/2023 16:18

Dezenas de milhares de pessoas se manifestaram, nesta quarta-feira (8), na França, por ocasião do Dia Internacional da Mulher, marcado no país pela luta contra a impopular reforma da Previdência, impulsionada pelo presidente Emmanuel Macron.

"A aposentadoria é o saldo contábil de toda uma vida de desigualdades profissionais, mas também familiares e sociais", disse à AFP Ana Azaria, presidente da associação "Femmes Egalité" (Igualdade das Mulheres).

Três sindicatos (FSU, CGT e Solidaires) e 45 organizações feministas convocaram uma "greve feminista" para exigir "igualdade no trabalho e na vida". Foram registradas passeatas em cerca de 150 cidades.

O projeto de reforma da Previdência "penaliza muito mais as mulheres. Eu não quero trabalhar até os 64 anos", disse Maria Luisa Fraile, trabalhadora da limpeza, 61 anos, em Toulouse (sul).

O governo Macron propõe adiar a idade de aposentadoria de 62 para 64 anos até 2030 e antecipar para 2027 a exigência de contribuir por 43 anos (e não 42, como é agora) para se ter direito à aposentadoria integral.

Dois em cada três franceses são contrários a este projeto, em debate no Parlamento. Seus opositores consideram, ainda, que o mesmo penaliza sobretudo as mulheres e quem começou a trabalhar muito jovem.

O projeto deveria prolongar mais a vida profissional das mulheres do que a dos homens, mas reduziria a diferença do montante da aposentadoria entre ambos. No fim de 2020, as mulheres recebiam, em média, 40% a menos do que os homens.

"As mulheres são as grandes perdedoras desta reforma, pois suas carreiras são descontínuas", afirmou Odile Deverne, professora de 60 anos, sindicalista da Snes-FSU em Lille (norte).

As denúncias de diferença salarial - as mulheres receberam quase 15% menos do que os homens no setor privado em 2021 pelo mesmo período de trabalho, segundo dados oficiais - e violência de gênero foram outros temas das manifestações.

O governo apresentou nesta quarta-feira uma série de medidas para avançar na igualdade e combater a violência de gênero. Macron propôs, ainda, incluir o direito ao aborto na Constituição.


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