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Estado de Minas MOSCOU

Rússia ameaça bloquear YouTube após suspensão da rede RT na Alemanha


29/09/2021 09:12 - atualizado 29/09/2021 09:13

A agência reguladora russa das telecomunicações, Roskomnadzor, ameaçou nesta quarta-feira (29) bloquear o YouTube se a plataforma não retirar a suspensão das contas da rede televisão pública RT na Alemanha.

O organismo russo afirmou que solicitou ao Google, proprietário do YouTube, que "acabe o mais rápido possível" com as restrições e recordou que a "lei prevê uma suspensão total ou parcial de acesso se o proprietário de uma plataforma não cumpre uma advertência da Roskomnadzor".

YouTube bloqueou na terça-feira as contas da RT DE e Der Fehlende Part por violação das regras internas da comunidade, com a divulgação de "informações falsas" sobre o coronavírus e por tentar contornar uma suspensão de download.

"É uma agressão contra a informação sem precedentes por parte do YouTube", reagiu o ministro russo das Relações Exteriores, em um comunicado divulgado durante a madrugada de terça-feira para quarta-feira, no qual acusa as autoridades alemãs de "estimular" a decisão.

"O objetivo desta agressão (...) é claro: calar as fontes de informação que não integram um âmbiro midiático considerado cômodo para as autoridades alemãs", destaca a nota.

"Adotar medidas de represália simétricas contra a mídia alemã na Rússia (...) parece não apenas apropriado, como necessário", completa.

A RT, que transmite em inglês, francês e espanhol, é considerada parte da propaganda do Kremlin no exterior.

De acordo com a imprensa alemã, o YouTube bloqueou as contas da RT DE porque o grupo tentou, por meio de sua emissora Der Fehlende Part, passar por cima da proibição de divulgação de novos vídeos durante uma semana após a divulgação de desinformação sobre o coronavírus.

De acordo com a RT, esta suspensão acabaria na quarta-feira.

A Rússia intensificou a ofensiva contra as grandes redes sociais e plataformas digitais nos últimos meses e as acusou de atuar a favor dos interesses ocidentais.

Moscou forçou Google e Apple a bloquear na Rússia uma série de conteúdos vinculados ao opositor detido Alexei Navalny.


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