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Estado de Minas QUITO

Abril, o mês recorde de contaminações por covid-19 no Equador


30/04/2021 17:52

O Equador, um dos países da América Latina mais afetados pela pandemia da covid-19, fechou abril com um recorde mensal de mais de 53 mil novos casos, segundo o balanço oficial desta sexta-feira (30).

Nas últimas 24 horas, registrou 1.173 casos positivos, atingindo o recorde mensal de 53.107 e ultrapassando a marca de 42.600 do último mês de março.

O país, com 17,5 milhões de habitantes, registra um total de 381.862 casos (2.182 positivos a cada 100.000 habitantes) e 18.631 mortes entre confirmadas e prováveis desde o início da pandemia.

Os sindicatos médicos falam sobre subnotificação de óbitos. Entre janeiro de 2020 e março de 2021, o Equador teve um acréscimo de 53.000 mortes por todas as causas frente ao mesmo período anterior, de acordo com o Registro Civil.

Abril também registrou o segundo maior pico de casos diários com 5.913, no dia 23. O maior registro de casos nas últimas 24 horas ocorreu no dia 24 do mesmo mês de 2020.

O Equador, onde os sistemas de saúde e funerário chegaram a colapsar, enfrenta uma nova onda da covid-19, que levou o presidente Lenín Moreno a declarar pela quarta vez estado de exceção ao longo da pandemia.

Neste contexto, foi estabelecido um toque de recolher noturno de nove horas de segunda a quinta-feira, e nesta sexta-feira começa o segundo dos quatro confinamentos contínuos de 57 horas durante o fim de semana.

A nova medida foi aplicada a 16 das 24 províncias mais populosas, incluindo Pichincha, onde está localizada a capital Quito, que acumula mais de 124.000 casos.

O teletrabalho obrigatório está em vigor em todo o país e as aulas presenciais continuam suspensas. As fronteiras terrestres e marítimas são mantidas fechadas.

Apesar do estado de exceção, o processo de vacinação continua até nos finais de semana. Até a quarta-feira, 227.972 pessoas receberam as duas doses necessárias para a imunização, enquanto outras 633.421 receberam a primeira.

No Equador, foram detectadas diversas variantes: a C.37 identificado no Peru e no Chile, a brasileira, a britânico e a nova-iorquina, segundo o Instituto de Microbiologia da Universidade de São Francisco, responsável pelas análises.


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