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Estado de Minas NOVA DÉLHI

Índia registra recorde de mortes por covid e França começa a levantar restrições


29/04/2021 15:21

A pandemia de covid-19 acelerava nesta quinta-feira(29) na Índia, com novo recorde diário de mortes que fez com que o país exceda 200.000 óbitos, enquanto na Europa, a França anunciou que começará a suspender gradualmente suas restrições.

Enquanto isso, os criadores do imunizante russo Sputnik V anunciaram um processo por difamação contra a Anvisa, que se negou a autorizar o medicamento.

A Índia, quarto país do mundo com maior número de mortes em termos globais, atrás dos Estados Unidos, Brasil e México, acumula 204.832 óbitos pelo coronavírus, dos quais 3.645 nas últimas 24 horas.

O gigante de 1,3 bilhão de habitantes segue quebrando recordes de infecção, com quase 380.000 novos casos nas últimas 24 horas.

A ajuda internacional prometida começa a chegar. O primeiro avião militar dos Estados Unidos, com suprimentos médicos que fazem parte de um pacote total de ajuda de mais de 100 milhões de dólares, tinha pouso previsto para esta quinta-feira em Nova Delhi.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou a Europa que, com a flexibilização das restrições, "a situação da Índia pode ocorrer em qualquer lugar".

A atual crise de saúde no país asiático pode ser causada pela chamada "variante indiana do coronavírus", mas também por alguns comportamentos, como o não cumprimento de restrições de saúde, disse a entidade.

- Alívio na Europa -

Na Europa, onde o limite de 50 milhões de infecções foi ultrapassado na quarta-feira, a maioria dos países está abrandando suas restrições. O número diário de novos casos vem diminuindo há duas semanas.

O Velho Continente soma mais de um milhão de mortes pelo vírus, do total de 3,15 milhões de mortes registradas no mundo, segundo dados da AFP.

A França, país europeu mais afetado pelo número de infecções (5.565.852 casos), está registrando uma ligeira queda nas infecções.

O presidente Emmanuel Macron anunciou nesta quinta-feira uma abertura escalonada em maio e junho: a partir de 19 de maio poderão reabrir as áreas externas de restaurantes e cafés, lojas e espaços culturais, incluindo museus e cinemas. O toque de recolher, atualmente às 19h será adiado gradualmente para às 23h até ser totalmente levantado no dia 30 de junho.

A Alemanha, que divulgou nesta quinta-feira a ocorrência de infecções pela variante indiana do vírus, vacinou mais de um milhão de pessoas em um dia, número que até agora apenas China, Índia e Estados Unidos conseguiram atingir.

A Holanda reabriu seus terraços na quarta-feira e suspendeu o toque de recolher, cuja introdução em janeiro gerou a pior agitação no país em décadas.

- Denúncia por difamação -

Na corrida global por vacinas, um novo litígio judicial não deve contribuir para acelerar as campanhas.

Os criadores da vacina russa Sputnik V anunciaram nesta quinta-feira um processo contra a Anvisa, agência reguladora do Brasil, por difamação "por divulgar informações falsas e incorretas" sobre o medicamento.

"A Anvisa fez afirmações incorretas e enganosas sem ter testado a vacina Sputnik V", afirmou o fabricante na conta oficial do Sputnik V no Twitter.

O regulador sanitário brasileiro se opôs na segunda-feira a um pedido de vários estados do país para importar o imunizante russo, por considerar que faltavam dados técnicos para verificar sua segurança e eficácia.

O laboratório americano Moderna anunciou que quer produzir até 2022 três bilhões de doses de sua vacina baseada na tecnologia de RNA mensageiro e prevê fornecer entre 800 e 1 bilhão de doses este ano.

Os fabricantes estão trabalhando em novas versões de suas vacinas, adaptadas às variantes.

Na quarta-feira, Ugur Sahin, diretor do laboratório alemão BioNTech, associado à americana Pfizer, estava "confiante" na eficácia de seu produto contra a variante indiana.

A BioNTech está prestes a apresentar na União Europeia um pedido de aprovação de sua vacina em adolescentes de 12 a 15 anos, o que possibilitaria sua aprovação em junho.

Na América Latina, que já tem mais de 909 mil mortes, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alertou para a situação crítica de alguns países e solicitou mais vacinas.

A região está "sob as garras" do vírus e o "acesso rápido e equitativo às vacinas" é essencial para deixar a pandemia para trás, alertou Carissa Etienne, diretora da instituição, que pede "aos países com doses adicionais que considerem doar uma parcela significativa para nas Américas, onde essas doses que salvam vidas são desesperadamente necessárias."

O vírus continua causando estragos no Brasil, o segundo país em maior luto do mundo, com quase 400.000 mortes.

Nesta quinta-feira, as críticas ao presidente Jair Bolsonaro dominaram um debate no Parlamento Europeu, que se transformou em um longo coro de reclamações contra o "negacionismo" e a "necropolítica" do presidente de extrema direita.


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