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Estado de Minas WASHINGTON

EUA ordena que pessoal não essencial de sua embaixada deixe Cabul por ameaças


27/04/2021 20:43 - atualizado 27/04/2021 20:43

Os Estados Unidos ordenaram nesta terça-feira (27) a saída dos profissionais não essenciais de sua embaixada em Cabul, no Afeganistão, sob a alegação de crescentes ameaças enquanto os militares americanos se preparam para deixar o país após 20 anos de guerra.

A decisão foi tomada duas semanas depois que o presidente Joe Biden anunciou que as tropas americanas, atualmente cerca de 2.500 soldados, deixariam o país em setembro.

O Departamento de Estado anunciou que "ordenou a saída da embaixada dos Estados Unidos em Cabul de funcionários do governo dos Estados Unidos que possam servir em outro lugar".

Ross Wilson, embaixador interino de Washington em Cabul, disse que o Departamento de Estado tomou a decisão "à luz do aumento da violência e dos relatos de ameaças" na capital afegã.

Wilson disse que a ordem afetou um "número relativamente pequeno" de funcionários e que a embaixada continuará em funcionamento.

"O pessoal necessário para tratar questões urgentes relacionadas à redução das forças dos EUA e ao trabalho vital que estamos fazendo em apoio ao povo afegão poderá permanecer no local", escreveu ele em sua conta no Twitter.

Biden anunciou no início deste mês a retirada de todas as tropas do Afeganistão antes de 11 de setembro, vigésimo aniversário dos ataques que levaram os Estados Unidos a invadir e derrubar o regime talibã que acolheu a rede armada Al Qaeda.

O presidente concluiu que as forças americanas alcançaram seus objetivos, mas algumas autoridades americanas expressaram preocupação com um possível aumento da violência pelo Talibã.

A assessoria do Departamento de Estado, que também renovou as advertências contra os americanos em visita, observou que "grupos terroristas e insurgentes continuam planejando e realizando ataques no Afeganistão".

O governo Biden manterá forças limitadas em Cabul para policiar a vasta área de sua embaixada.

Em uma audiência do Comitê de Relações Exteriores do Senado, o enviado dos EUA ao Afeganistão Zalmay Khalilzad disse que Washington poderia levantar centenas de milhões de dólares em ajuda ao país para forçar o Talibã a respeitar os direitos humanos, especialmente os das mulheres.

"Os talibãs dizem que não estão interessados se tornar párias", disse o homem que supervisionou as negociações com os insurgentes afegãos nos últimos anos.

"Dissemos que se eles querem a ajuda dos Estados Unidos, se querem aceitação internacional, se querem acabar com sua condição de párias ... tudo isso será afetado pela maneira como tratam seus próprios cidadãos, acima de tudo, as mulheres, crianças e minorias do Afeganistão", disse Khalilzad.

O enviado alertou ainda que o Talibã terá pouco apoio internacional se tomar o poder à força em Cabul.

"Eles enfrentarão isolamento, oposição regional, sanções e vergonha internacional", disse a autoridade americana.

"Há um consenso notável na região e na comunidade internacional contra uma tomada militar pelo Talibã".


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