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Estado de Minas HAIA

Regulador europeu autoriza vacina da J&J apesar de casos 'raros' de coágulos


21/04/2021 00:00 - atualizado 21/04/2021 00:08

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) reconheceu nesta terça-feira (20) que os coágulos sanguíneos devem ser considerados como efeitos colaterais "muito raros" da vacina contra a covid-19 da Johnson & Johnson, cujos benefícios ainda são maiores do que os riscos.

A decisão do órgão regulador europeu ocorre poucos dias antes de as autoridades de saúde dos Estados Unidos se pronunciarem sobre o imunizante da Johnson & Johnson, em um momento em que a vacinação se estende a toda a população do país.

A EMA, com sede em Amsterdã, reconheceu "um possível vínculo" entre a vacina deste laboratório americano e casos de coágulos sanguíneos, que devem ser incluídos como "efeitos colaterais muito raros" do produto.

O órgão concluiu "que uma advertência sobre coágulos sanguíneos raros com plaquetas sanguíneas baixas deve ser adicionada às informações do produto".

O diretor financeiro da Johnson & Johnson (J&J;) já havia garantido que o laboratório tem "total confiança" na vacina e espera encontrar "rapidamente" uma solução com os reguladores para seu uso, atualmente paralisados na Europa e nos Estados Unidos.

- "Definitivamente segura" -

É uma decisão importante, já que vários países europeus contam com esta vacina para acelerar sua campanha de imunização.

As vacinas contra covid-19 da AstraZeneca e Janssen (o nome da vacina J&J; na União Europeia) são "indispensáveis" para atingir os objetivos da campanha de vacinação na França, declarou o Ministério da Saúde nesta terça-feira.

Por sua vez, a Itália anunciou que o recomendará para maiores de 60 anos. A vacina dos EUA será considerada "definitivamente segura".

Nos Estados Unidos, as autoridades de saúde recomendaram na semana passada uma "pausa" no uso do imunizante da J&J; após a detecção de casos graves de coágulos sanguíneos em várias pessoas.

A Dinamarca, o primeiro país europeu a anunciar na semana passada que estava suspendendo a administração da vacina AstraZeneca, anunciou na terça-feira que vai "emprestar" 55 mil doses à região vizinha alemã de Schleswig-Holstein.

Em um momento em que a campanha de vacinação concentra os esforços das autoridades ocidentais, alguns governos europeus também estão reduzindo as restrições.

Após a reabertura de Portugal ou na Suíça na segunda-feira, a Holanda anunciou nesta terça-feira que suspenderá o toque de recolher noturno e reabrirá os terraços dos bares a partir de 28 de abril.

- Cemitérios lotados em Nova Délhi -

A Índia enfrenta um aumento grave dos contágios, com os hospitais em ponto crítico. O governo impôs novamente as restrições, incluindo um confinamento de uma semana na capital Nova Délhi, onde vivem 20 milhões de pessoas.

O cemitério de Jadid Qabristan Ahle, na capital indiana, recebeu onze corpos em três horas, constatou a AFP. No fim do dia, 20 pessoas foram enterradas. "Neste ritmo, dentro de três ou quatro dias não haverá mais espaço", comenta Mohamed Shamim, coveiro de 38 anos.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, pediu a seus cidadãos que façam um esforço maior para conter o vírus em um país que "mais uma vez enfrenta uma grande batalha".

O gigantesco país de 1,3 bilhão de habitantes tomou a decisão na segunda-feira de "permitir que todas as pessoas maiores de 18 anos se vacinem a partir de 1º de maio", segundo o ministério da Saúde.

Ao menos 53 passageiros de um voo entre Nova Délhi e Hong Kong testaram positivo ao coronavírus, informaram nesta terça-feira as autoridades de Hong Kong, que proibiram os voos procedentes da Índia, Filipinas e Paquistão para evitar um aumento dos casos.

No Japão, a prefeitura de Osaka pediu ao governo central para impor um novo estado de emergência devido ao grande aumento dos casos de covid-19. "Acho que é o momento de tomar medidas enérgicas", disse hoje Hirofumi Yoshimura, o governador da cidade.

Tóquio e outras áreas também devem adotar medidas com a esperança de evitar a crise enfrentada pelo sistema de saúde de Osaka.

- López Obrador vacinado -

Enquanto isso, na América Latina a pandemia não dá trégua e seus presidentes, junto aos da península ibérica, buscarão fazer uma frente comum para conseguir mais vacinas e financiamento para a recuperação pós-pandemia durante uma Cúpula Ibero-americana semipresencial na quarta-feira em Andorra.

O Brasil tornou-se o país com a maior taxa de mortalidade no continente americano e no hemisfério sul, após chegar a 176 mortes a cada 100.000 habitantes.

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, recebeu hoje a primeira dose contra a covid-19 em um ato público que busca convencer os idosos do país céticos em relação à vacinação.

As autoridades russas anunciaram nesta terça-feira que a Argentina produzirá a vacina Sputnik V em seu território, tornando-se o primeiro país latino-americano a fazê-lo.

A região é a segunda mais enlutada do mundo com quase 868.000 mortes e 27,3 milhões de casos (com o Caribe incluído), atrás apenas da Europa (mais de um milhão de mortes e 48,2 milhões de casos).

Na Oceania, um funcionário do aeroporto de Auckland deu positivo para o coronavírus nesta terça-feira, no dia seguinte ao lançamento de uma "bolha" entre Austrália e Nova Zelândia para viajar sem quarentena depois de quase 400 dias de fechamento de fronteiras.

A primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, afirmou que isso não deve ter um impacto nos voos, já que ambos os países "aceitaram que haja casos".

O coronavírus já matou mais de 3,03 milhões de pessoas e infectou 142 milhões no mundo.

Depois dos Estados Unidos, os países com mais vítimas fatais são Brasil, com 374.682 mortes; México com 212.466; Índia com 180.530 e Reino Unido com 127.274.

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