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Estado de Minas TÓQUIO

Toyota se proclama campeã mundial de vendas de automóveis, à frente da VW


28/01/2021 12:43 - atualizado 28/01/2021 12:49

O grupo automotivo japonês Toyota reivindicou o maior número de vendas de veículos no mundo em 2020 - de acordo com dados divulgados pela empresa nesta quinta-feira (28), o que relegaria a alemã Volkswagen para o segundo lugar pela primeira vez em cinco anos.

A última vez que a Toyota foi líder mundial de vendas foi em 2015.

A Toyota afirma ter vendido 9,53 milhões de veículos em todo mundo no ano passado, superando a concorrente alemã, que somou 9,3 milhões de unidades.

A gigante japonesa obtém esse primeiro lugar, apesar de uma queda de 10% em suas vendas, devido à crise sofrida no setor pela pandemia do novo coronavírus.

"Apesar da pandemia da covid-19 (...) a Toyota continuará mantendo suas atividades, com a implementação de amplas medidas de prevenção sanitária (...)", declarou o grupo japonês em um comunicado.

Ao contrário da Volkswagen, que depende em larga medida do mercado europeu, muito afetado pela crise sanitária, a Toyota diz ter-se beneficiado de um aumento de suas vendas na China (+10,9% no ano passado para suas marcas Toyota e Lexus) e de um resultado melhor do que o esperado em nível mundial no último trimestre do ano passado.

Desde 2018, a Volkswagen também embarcou em uma mudança estratégica que coloca mais ênfase em sua lucratividade - inferior à da Toyota - do que nos volumes de vendas.

No ano passado, as vendas combinadas da Toyota e da Lexus caíram 12,7% na América do Norte, e 8,5%, na Europa. Além dessas duas marcas, o grupo Toyota também é composto por suas subsidiárias Daihatsu (veículos de pequeno porte) e Hino Motors (caminhões).

O grupo pretende publicar seus resultados do terceiro trimestre de em 10 de fevereiro próximo. Em novembro passado, havia aumentado suas projeções anuais, graças à recuperação de sua atividade.

"A Toyota está-se recuperando gradualmente do impacto do novo coronavírus" e "está-se saindo melhor do que seus concorrentes", disse recentemente à AFP Satoru Takada, analista automotivo da TIW, consultoria com sede em Tóquio.

- Nuvens persistentes -

O especialista adverte, porém, que não se deve ser muito otimista com as perspectivas da indústria automobilística japonesa, em seu conjunto, para este ano.

"A atual escassez de semicondutores está obrigando os fabricantes a reduzirem os níveis de produção, com uma nova onda do vírus que afeta muitos países da Europa e outros lugares", disse Takada.

"A valorização do iene é outra fonte de preocupação", já que pode pesar nos lucros dos fabricantes japoneses no exterior, acrescentou.

As empresas japonesas Nissan e Mitsubishi Motors, aliadas da francesa Renault, também divulgaram seus volumes de vendas anuais nesta quinta-feira, os quais caíram muito mais do que os da Toyota.

As vendas mundiais da Nissan caíram 22,2%, até 4 milhões de unidades, com picos de -32,4% na América do Norte, e de -28,3%, na Europa. Suas vendas também caíram na China (-5,8%).

As da Mitsubishi Motors caíram 33,1%, para quase 820.000 unidades. A Renault, por sua vez, registrou uma queda de 21,3% no volume de vendas em 2020, para 2,9 milhões de automóveis.

No total, o volume de vendas da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi Motors recuou 24% com relação ao ano anterior, para 7,7 milhões de unidades em 2020.

Mesmo antes da crise do coronavírus que varreu o mercado mundial de automóveis - com uma queda de mais de 14% em 2020 -, todos os três membros da aliança haviam decidido se concentrar em melhorar sua rentabilidade, em vez de investir na corrida por volume de vendas.

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