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Estado de Minas WASHINGTON

As acusações nas quais o 2º julgamento de impeachment de Trump se baseia


25/01/2021 19:32

O segundo julgamento de impeachment contra o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump é baseado em um artigo, ou acusação, de "incitamento à insurreição" que surgiu do ataque de 6 de janeiro ao Congresso. Estabelecida pela Câmara dos Representantes, a acusação segue para o Senado nesta segunda-feira (25).

Ela nasce da campanha de dois meses de Trump para anular a vitória de Joe Biden na eleição presidencial de 3 de novembro, ao alegar sem evidências que houve uma enorme fraude.

Em 6 de janeiro, após um discurso de Trump perto da Casa Branca, milhares de seus apoiadores marcharam em direção ao Capitólio e invadiram o prédio, forçando os congressistas a fugir e interrompendo a sessão conjunta das duas casas para certificar a vitória de Biden.

A acusação de impeachment diz que, nos meses anteriores, Trump "repetidamente emitiu declarações falsas de que os resultados da eleição presidencial foram produto de fraude generalizada e não deveriam ser aceitos pelo povo americano ou certificados por autoridades estaduais ou federais".

O texto acrescenta que, em 6 de janeiro, Trump fez declarações "que, no contexto, encorajaram e previsivelmente resultaram em ações ilegais no Capitólio".

Trump "incitou" a multidão a deter a certificação da vitória de Biden e ameaçar o vice-presidente, membros do Congresso e agentes de segurança, provocando ferimentos e mortes, acrescenta.

A acusação também se coloca no contexto dos "esforços anteriores de Trump para subverter e obstruir" a vitória de Biden.

Cita ainda uma ameaça que Trump fez ao secretário de Estado da Geórgia em uma chamada telefônica de 2 de janeiro, em que pedia que "encontrasse" votos suficientes para anular o resultado das eleições no estado, onde Biden venceu.

"Com tudo isso, o presidente Trump pôs em sério risco a segurança dos Estados Unidos e de suas instituições de governo", indica.

"Ele ameaçou a integridade do sistema democrático, interferiu na transição pacífica de poder e colocou em risco um ramo coigual do governo. (...) Assim, ele traiu sua confiança como presidente", prejudicando o país.


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