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Estado de Minas NOVA YORK

Com índices máximos em dez meses, petróleo volta a níveis pré-covid


08/01/2021 18:37

O petróleo se manteve em alta nesta sexta-feira (8), atingindo valores máximos em dez meses e níveis anteriores à pandemia, impulsionado pela decisão da Opep+ de moderar sua oferta.

O barril de Brent do Mar do Norte para entrega em março subiu 2,96% em Londres, a 55,99 dólares, com relação ao fechamento da véspera, um máximo desde o fim de fevereiro passado, antes de a pandemia atingir os Estados Unidos.

O WTI para entrega em fevereiro, enquanto isso, subiu 2,77% a 52,24 dólares, um máximo desde 24 de fevereiro passado.

"Tivemos más notícias econômicas, o dólar está mais forte e, apesar disso, os preços do cru continuam subindo a índices máximos em dez meses", observou Matt Smith, da Clipper Data.

A economia americana perdeu postos de trabalho em dezembro pela primeira vez desde abril, anunciou nesta sexta o Departamento do Trabalho, em meio ao aumento de casos de covid-19 e a medidas de restrição de atividades.

Em dezembro foram perdidos 140.000 postos de trabalho, um panorama muito pior do que o antecipado pelos analistas, que esperavam a criação de 112.000 empregos.

Mas os operadores ignoraram esta degradação do mercado de trabalho.

O ímpeto dos preços "continua vindo dos cortes de produção lançados de forma surpreendente pela Arábia Saudita esta semana", explicou Smith.

Depois de diálogos que duraram dois dias, os membros da Opep e seus aliados acabaram acordando na terça-feira que apenas Rússia e Cazaquistão aumentarão sutilmente sua produção de petróleo no primeiro trimestre de 2021.

O volume retirado do mercado por esta aliança passará de 7,2 milhões de barris diários (mbd) em janeiro para 7,125 mbd em fevereiro, e depois a 7,05 mbd em março, anunciou o cartel.

Mas a verdadeira surpresa foi o anúncio de um corte voluntário de um milhão de barris diários por parte da Arábia Saudita em fevereiro e março, em um contexto de demanda ainda frágil.

A decisão saudita "continua sustentando o movimento de alta, enquanto a distribuição de vacinas tranquiliza sobre as perspectivas da demanda futura", avaliou Neil Wilson, analista da Markets.com.


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