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Estado de Minas

Advogado do líder da guerrilha Sendero Luminoso é preso no Peru


04/12/2020 20:37

A polícia peruana prendeu o advogado Alfredo Crespo, defensor do fundador da guerrilha maoísta Sendero Luminoso, Abimael Guzmán, nesta sexta-feira (4), como parte de uma operação que deixou quase uma centena de presos.

"Policiais capturaram o advogado de Abimael Guzmán, que interveio durante uma megaoperação antiterrorista realizada em Santiago de Surco", um bairro de classe média de Lima, informou a polícia no Twitter.

Há dois dias, a polícia prendeu dezenas de supostos integrantes do Movimento pela Anistia e Direitos Fundamentais (Movadef), acusados de ser o "braço político" da guerrilha que semeou o terror no Peru nas décadas de 1980 e 1990.

Esta é a maior operação dos últimos seis anos contra a Movadef, composta por advogados, estudantes, professores, trabalhadores e familiares de militantes guerrilheiros condenados por terrorismo.

Os advogados do movimento defendem os prisioneiros do Sendero Luminoso há mais de uma década, mas as autoridades peruanas equiparam Movadef a uma extensão do grupo maoísta, que é ilegal no Peru porque é considerado terrorista.

A operação contra a Movadef começou na quarta-feira, vésperas do 84º aniversário de Abimael Guzmán, preso desde 1992 e condenado à prisão perpétua. Até o momento, são 94 detidos, segundo a mídia local.

Entre os presos também estão dois remetentes liberados: Fernando Olórtegui Crispín e Víctor Castillo Mezzich, segundo a polícia.

Em 2018, a justiça peruana absolveu Crespo do crime de apologia ao terrorismo.

Naquela ocasião, ele havia sido preso por descrever o chefe do Sendero como "o maior intelectual, filósofo marxista-leninista maoísta de nosso tempo", em um jornal de esquerda em 2010.

Segundo a polícia antiterrorista peruana, o Movadef tem cerca de 2.500 integrantes, 70% deles estudantes.

A rebelião armada do Sendero Luminoso provocou a intervenção do exército. O conflito deixou mais de 69.000 mortos e desaparecidos entre 1980 e 2000.

Os guerrilheiros têm vestígios nos vales cocaleiros do país que atuam em aliança com o narcotráfico, segundo as autoridades.


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