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Estado de Minas

Barco turco a caminho da Líbia é abordado por fragata alemã


23/11/2020 10:43

Um navio de carga turco foi abordado e invadido no Mediterrâneo por soldados alemães como parte de uma missão europeia para monitorar o embargo de armas contra a Líbia, informou a mídia turca nesta segunda-feira.

De acordo com a agência de notícias estatal Anadolu, uma fragata alemã posicionada no âmbito da operação europeia Irini parou o navio turco ao largo do Peloponeso no domingo, enquanto se dirigia para o porto líbio de Misrata.

Um grupo de soldados armados embarcou no navio de um helicóptero, segundo imagens veiculadas pelo canal de notícias NTV, e assumiu o controle da sala de comando.

Soldados alemães invadiram o navio durante a noite, mas encontraram apenas biscoitos e tinta, disse Anadolu, explicando que o navio transportava ajuda humanitária.

O navio turco retomou sua rota na manhã de segunda-feira após a saída dos militares, disse a agência.

O incidente pode enfurecer o governo turco, que apóia militarmente o reconhecido governo da Líbia e diz que ninguém tem o direito de revistar os navios turcos sem permissão.

A Operação Irini, que começou em abril, tem o objetivo de fazer cumprir o embargo da ONU às armas trazidas para a Líbia pelas partes em conflito naquele país dilacerado pela guerra.

A Turquia considera a missão naval tendenciosa e acusa os europeus de a utilizarem para impedir o envio por mar de armas destinadas ao governo de Trípoli, ignorando quem chega por via terrestre e aérea ao homem forte do leste do país, Khalifa Haftar.

Segundo a UE, Irini permitiu documentar as violações do embargo por parte da Turquia e da Rússia, dois países envolvidos no conflito. Em setembro, a UE sancionou um armador turco por violar o embargo e congelou seus bens na UE.

A Líbia está mergulhada no caos desde a queda de Muammar Khaddafi em 2011 e agora está dividida entre dois campos rivais: o Governo da União Nacional (GNA) com sede em Trípoli, reconhecido pelas Nações Unidas, e outra potência no leste, liderada pelo marechal Haftar.

O GNA é apoiado pela Turquia, enquanto Haftar é apoiado pelos Emirados Árabes Unidos, Rússia e Egito.


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