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Estado de Minas

Enviada da ONU está otimista com possibilidade de trégua na Líbia


21/10/2020 10:31

A enviada especial da ONU para a Líbia, Stephanie Williams, expressou otimismo com a possibilidade de uma trégua duradoura no país, após dois dias de negociações em Genebra entre as partes em conflito.

"Estou bastante otimista", disse Stephanie Williams, representante especial do secretário-geral da ONU e chefe da Missão de Apoio da ONU na Líbia (Manul).

Ela também anunciou que as partes concordaram em abrir as principais estradas e com a retomada de alguns voos nacionais, o que permitirá aliviar a difícil situação da população civil.

"As duas partes chegaram a um acordo em vários pontos importantes que terão um impacto direto nas vidas e no bem-estar do povo líbio", disse Williams, antes de destacar que existe nas negociações "uma determinação para preservar a unidade e a soberania do país".

A Líbia sofre com a violência e está mergulhada em uma crise desde a queda do regime de Muamar Khadafi em 2011. Um longo conflito envolve o Governo de União Nacional (GNA), reconhecido pela ONU e com sede em Trípoli, e o marechal Khalifa Haftar que domina o leste e parte do sul do país - sobretudo as zonas onde estão as principais instalações de petróleo.

- Conflitos e divisão -

Para a população, exausta pelos conflitos e pela divisão, essas negociações representam a esperança de uma solução que permita às famílias, dispersas em várias regiões, retomar o contato após vários meses de separação forçada.

"Isso é sobre seu país, e a Líbia é para os líbios. É por isso que continuo otimista sobre a possibilidade de as partes chegarem a um cessar-fogo mais duradouro e permanente", acrescentou Williams em coletiva de imprensa.

A representante da ONU anunciou vários acordos concretos, entre eles "a abertura de estradas terrestres que conectem todas as regiões e cidades da Líbia".

Destacou que os dois lados ficaram de acordo sobre "implementar dispositivos de segurança conjuntos" para garantir a abertura dessas estradas.

As duas partes também concordaram em aumentar a produção de petróleo, ao pedir aos comandantes das forças rivais que "trabalhem diretamente com o representante da National Oil Corporation (NOC, a empresa de petróleo pública) para propor uma reestruturação dos Guardas de Instalações de Petróleo (GIP) para aumentar a produção de petróleo e garantir sua venda".

Tradicionalmente sob a autoridade do Ministério da Defesa, os GIPs se transformaram, pouco a pouco, em grupos armados com afinidades oscilantes, dependendo de seus interesses, o que tem agravado a insegurança dos locais de petróleo.


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