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Estado de Minas

Membros de seita sul-coreana doam plasma para pesquisa sobre covid-19


28/08/2020 09:49

Quase 200 membros de uma polêmica igreja sul-coreana, recuperados do coronavírus, doaram nesta sexta-feira (28) o plasma sanguíneo, uma maneira de reconciliação, de acordo com o grupo, depois que a congregação contribuiu para propagar o vírus em fevereiro no país.

Os cientistas destacaram o potencial da transfusão de plasma sanguíneo de pessoas curadas de covid-19 a pacientes hospitalizados.

Os fiéis da Igreja Shincheonji de Jesus, considerada uma seita pelos críticos, representam o maior número de pessoas que sobreviveram ao vírus.

Eles estavam no centro do primeiro foco epidêmico na Coreia do Sul, com mais de 5.000 casos entre seus membros, de acordo com o Centro Coreano de Controle e Prevenção de Doenças (KCDC).

Seu líder, Lee Man-hee, de 88 anos, foi detido no início de agosto, acusado de sabotar os esforços de combate à pandemia.

Mais de mil integrantes da seita devem doar plasma sanguíneo.

Nesta sexta-feira, 160 pessoas fizeram a doação em um centro médico da Cruz Vermelha na cidade de Daegu, que foi o epicentro da epidemia de fevereiro a março.

Em um comunicado, a Igreja Shincheonji de Jesus pediu desculpas "por ter provocado muitos problemas à população sul-coreana" e afirmou que Lee estimula seus membros "que expiaram os pecados com o sangue de Jesus" a fazer doações.

"Agora que o vírus se propaga de novo, espero que este remédio possa ser desenvolvido rapidamente", afirmou à AFP Park Mi-kyung, um doador de 56 anos, que recebeu alta do hospital em março.

Nesta sexta-feira, as autoridades sul-coreanas informaram 371 novos casos, seguindo a tendência dos últimos 15 dias, um aumento significativo dos casos depois que o país registrou durante várias semanas entre 30 e 40 novos contágios.

A maioria dos novos surtos está relacionada a igrejas protestantes da região de Seul.


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