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Estado de Minas

Polícia israelense libera dois líderes culturais palestinos


22/07/2020 20:25

A polícia israelense libertou dois diretores palestinos de instituições culturais em Jerusalém Oriental, que tinham sido presos por várias horas nesta quarta-feira(22), por suspeita de "financiar o terrorismo", anunciou um dos seus advogados.

Rania Elias, que dirige o Centro cultural Yabous e seu marido, Suhail Joury, diretor-geral do Conservatório nacional de música Edward Said, foram presos no bairro Beit Hanina de Jerusalém, disse Nasir Odeh, advogado de Elias.

Eles foram libertados nesta quarta-feira à noite "sob algumas condições", informou o advogado à AFP, sem dar mais detalhes.

O centro de Yabous e o conservatório também foram revistados pela polícia e por investigadores da acusação israelense, que apreenderam documentos, segundo Odeh. As autoridades alegaram que ambos eram suspeitos de "financiar organizações terroristas".

Ele observou que pela lei israelense inúmeras infrações podem ser consideradas "terrorismo", como aceitar dinheiro de uma organização considerada "terrorista" por Israel.

Em comunicado, o porta-voz da polícia israelense, Micky Rosenfeld, disse que a polícia, juntamente com as autoridades fiscais, prenderam "três suspeitos (...) envolvidos em (crimes de) sonegação e fraude", sem identificar as pessoas.

Os suspeitos foram interrogados sobre questões relacionadas a "sonegação e fraude fiscal".

Rosenfeld confirmou a ocorrência de investigações nas "duas organizações que operam em Jerusalém Oriental, e que afirmam estar envolvidas em atividades culturais palestinas".

O porta-voz não mencionou delitos relacionados ao "terrorismo", mas o mandato da polícia para registro no conservatório - documento que foi enviado em cópia à AFP - menciona "suspeitas de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo".

A terceira pessoa presa é Daud al Ghul, diretor da rede palestina Shafaq, que coordena atividades de instituições culturais em Jerusalém Oriental, de acordo com um alto funcionário do centro de Yabous.

A Organização de Libertação da Palestina (OLP) condenou as prisões e ataques como sendo parte da "sistemática e violenta campanha de Israel contra os palestinos na Jerusalém ocupada".


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