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Estado de Minas

Pandemia se agrava em Américas e Índia; segunda onda ameaça Europa


postado em 27/06/2020 21:07

Os Estados Unidos, que vivem um aumento exponencial de contágios do novo coronavírus, superou neste sábado os 2,5 milhões de contágios, enquanto a pandemia se agrava na América Latina e na Índia, enquanto uma segunda onda ameaça a Europa.

O número mundial de mortos na pandemia beira o meio milhão de pessoas (495.288) com quase 10 milhões de infecções (9.875.040).

Com mais de 125.000 mortos e mais de dois milhões e meio de casos, os Estados Unidos assistem, impotentes, ao crescimento da pandemia.

A Flórida registrou quase 10.000 casos e 24 óbitos em um dia, um número sem precedentes desde o início da pandemia.

Os contágios aumentaram em 30 dos 50 estados americanos, especialmente em Califórnia, Arizona, Texas e Flórida.

No chamado "estado ensolarado", os novos casos se concentram nos mais jovens. A idade média das pessoas infectadas agora é de 33 anos, enquanto dois meses atrás era de 65 anos.

"Enfrentamos sérios problemas em algumas regiões", advertiu Anthony Fauci, assessor médico da Casa Branca durante coletiva de imprensa, na qual chamou os americanos a se portarem com responsabilidade.

- Vacina, corrupção, ataque e futebol -

Na América Latina, o país mais afetado em termos absolutos é o Brasil, com 1.313.667 casos e 57.070 mortes, com um aumento de 38.693 contágios e de 1.109 falecimentos em 24 horas, segundo os últimos números oficiais. Seguem-no México, Chile e Argentina.

O Brasil anunciou um acordo para produzir até 100 milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus, desenvolvida pela Universidade de Oxford, que o país está ajudando a testar e que está entre as mais promissoras entre as dezenas que estão sendo testadas por pesquisadores de todo o mundo.

No México, que registrava na sexta-feira 208.392 contágios e 25.779 óbitos, moradores de uma comunidade de Chiapas (sudeste) vandalizaram um hospital comunitário, incendiaram carros da polícia e atacaram residências de autoridades locais após boatos sobre a expansão do coronavírus.

De acordo com o Ministério Público local, os fatos ocorreram na noite de sexta-feira, quando policiais faziam uma patrulha de rotina no município de Larráinzar, e um grupo de 50 moradores os atacou, ateando fogo aos veículos e às casas do prefeito e de uma funcionária local, acreditando que os policiais estivessem fazendo uma fumigação.

Várias comunidades de Chiapas, sobretudo indígenas, se opõem a que as autoridades façam fumigações contra o mosquito da dengue ou desinfecções para conter a COVID-19, pensando que desta forma o governo espalha intencionalmente as doenças.

Enquanto isso, o governo da Bolívia acusou, sem provas, o partido do ex-presidente Evo Morales de atacar um comboio com insumos médicos no âmbito de outras "atividades irregulares" para afetar a presidente interina Jeanine Áñez.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) expressou preocupação com a situação dos indígenas bolivianos afetados pelo coronavírus, depois que o governo decidiu estender por mais um mês a quarentena pela multiplicação de contágios.

"Há 77 casos positivos nos povos yuqui, guarayo, yuracaré, cayubaba e charagua iyambae. Alguns povos em risco de extinção", alertou o organismo pelo Twitter, advertindo que "faltam alimentação e remédios para estas comunidades".

A Bolívia totaliza mais de 29.400 casos de COVID-19 e 930 óbitos.

Diante do dilema do que é prioridade, a saúde ou a economia, o Peru decidiu encerrar a quarentena nacional para reativar o trabalho, enquanto a primeira divisão do futebol do país começava a treinar a portas fechadas para retomar o torneio local em julho.

Neste sábado, três dias antes do fim da quarentena, porém, o país alcançou 9.135 óbitos e 275.989 casos pela COVID-19, informou o Ministério da Saúde.

Na direção contrária, o governo argentino resolveu endurecer a quarentena imposta em Buenos Aires e sua periferia, epicentro da pandemia no país, que soma 1.200 mortos e 55.330 casos.

- Grave situação na Índia -

A situação sanitária também se agrava na Índia, o segundo país mais populoso do planeta, com mais de 1,3 bilhão de habitantes, onde o número de casos superou o meio milhão e o de mortes, os 15.680.

Segundo epidemiologistas, ainda faltam várias semanas para se alcançar o ponto crítico da pandemia no pais e, por isso, o número de infectados na Índia poderia superar o milhão antes do fim de julho.

Em Nova Délhi, com mais de 80.000 casos entre seus 20 milhões de habitantes, as autoridades determinaram a requisição de hotéis, salões de festas e vagões de trem para transformá-los em centros de isolamento de infectados com o novo coronavírus.

No Irã, com 2.456 novos casos de COVID-19 nas últimas 24 horas, o que elevou o número de infectados a 220.180 e 10.364 mortos, o guia supremo, aiatolá Ali Khamenei, advertiu neste sábado que a situação econômica se agravará se o país não conseguir controlar a propagação do vírus.

- Novos focos na Europa -

Na Europa, a necessidade de conciliar o turismo com o coronavírus mantém as autoridades vigilantes diante dos muitos novos focos detectados em pleno desconfinamento.

A localidade de Lloret de Mar, na Costa Brava catalã, reforçou o pessoal municipal para vigiar os veranistas e usará um drone para detectar aglomerações e avisar com uma mensagem pré-gravada sobre a necessidade de se manter o distanciamento seguro.

Cordas coloridas marcam as faixas reservadas para cada grupo etário. O objetivo é "encontrar o equilíbrio entre o conforto das pessoas e, ao mesmo tempo, um entorno seguro", explica Jaume Dulset, prefeito deste município de 37.000 habitantes a 70 km de Barcelona.

Outra baixa provocada pelo novo coronavírus foram as coloridas marchas do Orgulho Gay, que neste sábado precisaram ser substituídas por uma maratona digital com música, palestras e entrevistas para dar visibilidade à luta pela igualdade de direitos da comunidade de lésbicas, gays, transexuais e bissexuais.


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