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Estado de Minas

Senado dos EUA aprova sanções para defender autonomia de Hong Kong


postado em 25/06/2020 17:43

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira (25) um projeto de lei que prevê sanções contra autoridades chinesas que prejudiquem a autonomia de Hong Kong, no momento em que Pequim se prepara para impor uma lei de segurança na ex-colônia britânica.

A Câmara de Representantes precisa votar o projeto, que permite sanções nos Estados Unidos contra autoridades chinesas e a polícia de Hong Kong, bem como contra bancos que negociem com elas.

O projeto de lei avança no Congresso americano, enquanto a China se prepara para aprovar uma lei de segurança que impõe punições à subversão e outros atos realizados em Hong Kong, que no último ano foi cenário de vários protestos pela liberdade deste centro financeiro, considerados ameaças por Pequim.

"Eles estão avançando no processo de tirar as liberdades das pessoas em Hong Kong. Portanto, o tempo é algo essencial", alertou o senador democrata, Chris Van Hollen.

Para os democratas, "aprovar uma resolução no Senado sobre essa ação dificilmente será algo levado a sério em Pequim".

"Portanto, é importante fazer algo que mostre que o governo chinês pagará um preço se continuar por esse caminho que visa extinguir as liberdades das pessoas em Hong Kong", acrescentou.

O governo do presidente Donald Trump parou de considerar Hong Kong como um território autônomo, mas até agora propôs medidas simbólicas e não modificou a relação comercial com essa cidade.

Van Hollen ressaltou que a atual postura dos EUA não era suficiente.

- O maior temor -

Para o senador republicano Pat Toomey, que também ajudou no projeto de lei, "o maior medo de Pequim é que o povo do continente observe a liberdade existente em Hong Kong e decida que algumas dessas liberdades são do seu agrado".

"E esse é um risco que os líderes comunistas chineses não podem tolerar", acrescentou.

Espera-se que o projeto seja aprovado na Câmara dos Deputados, controlada por uma maioria democrata que tende a questionar a China e suas posições sobre a proteção dos direitos humanos.

Em 1997, antes de recuperar o território, a China prometeu preservar um sistema autônomo para Hong Kong, que estava até então nas mãos do Reino Unido.

Mas o governo de Pequim diz que a lei de segurança nacional é necessária para acabar com os protestos políticos em Hong Kong e restaurar a estabilidade.

A China criará uma "agência de segurança nacional" em Hong Kong para supervisionar a lei, que substituirá qualquer outra legislação vigente naquele território, segundo informações da agência chinesa estatal de notícias Xinhua na última semana, ao detalhar o projeto.

A agência mencionou a criação de um "conselho" de segurança separado, presidido pelo chefe-executivo de Hong Kong, que terá o poder para nomear juízes para lidar com os casos de segurança nacional.

A rápida tramitação do projeto de lei - que é ignorado pelos legisladores de Hong Kong - disparou um alerta internacional, especialmente ao mostrar o poder que a nova regra chinesa teria de acabar com as liberdades das pessoas no país no centro financeiro asiático, e inaugurar um novo período de repressão.


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