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Estado de Minas INTERNACIONAL

Turquia enviará tropas à Líbia, diz Erdogan


postado em 17/01/2020 06:15

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse ontem que enviará soldados à Líbia para "alcançar a estabilidade do Governo de União Nacional (GNA, na sigla em inglês)", que se estabeleceu em Trípoli desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em 2011. Apesar de ter o reconhecimento da ONU, grande parte do território líbio é governado pelo Exército Nacional da Líbia (LNA), outra facção, com sede em Tobruk.

O interesse da Turquia na Líbia tem a ver com a assinatura, no fim do ano passado, de um acordo marítimo com o GNA, que lhe deu licenças para exploração e perfuração de gás no leste do Mediterrâneo.

Recentemente, a Turquia publicou um mapa que amplia seu espaço marítimo e sua zona econômica exclusiva, ignorando os direitos de Chipre, Israel e Grécia. Parte do novo mar territorial turco foi negociado em um acordo com o GNA.

Inicialmente, Erdogan disse que seus soldados não ficariam na frente de batalha, mas coordenariam as ações para defender Trípoli contra a tentativa do LNA de depor o GNA. Dias depois, no entanto, o presidente turco mudou de opinião e alertou que suas forças poderiam "dar uma lição" ao LNA se o grupo não mudar sua atitude.

Amanhã, será realizada em Berlim uma cúpula para discutir alternativas para resolver o conflito. O encontro terá participação de Turquia, Rússia, Reino Unido e Alemanha. A interferência turca na guerra civil da Líbia vem aumentando a tensão no Mediterrâneo desde que Erdogan prometeu, em dezembro, enviar ajuda militar ao GNA, que é chefiado pelo primeiro-ministro Fayez Sarraj e tem o apoio de ONU, EUA, União Europeia e da maior parte da comunidade internacional.

O GNA resiste ao avanço de forças rebeldes comandadas pelo general Khalifa Haftar e apoiadas pela Rússia e por alguns países árabes, como Egito e Emirados Árabes. Os dois lados declararam um cessar-fogo no domingo. Tanto Sarraj quanto Haftar disseram que participarão da conferência em Berlim. (Com agências internacionais)


As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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