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Estado de Minas

Senado chileno emite declaração por paz, direitos humanos e ordem pública


postado em 28/11/2019 01:07

O Senado chileno emitiu na noite desta quarta-feira uma declaração propondo um acordo pela paz, os direitos humanos e a ordem pública para encaminhar o país a um processo de reunificação social, e conclamou o Executivo a adotar uma agenda de profundas mudanças estruturais.

A declaração firmada por senadores governistas e de oposição destaca a necessidade de o Chile se encaminhar para "um processo de reunificação cívica e social" mediante um "esforço econômico significativo, um compromisso político e social inequívoco com a democracia, e um imediato fim da violência", após 41 dias de convulsão social, que já deixou 23 mortos.

"O Chile é hoje um país profundamente dividido, fraturado pela comoção interna. São momentos únicos em nossa história que, por isto mesmo, exigem soluções excepcionais", declarou Jaime Quintana, presidente do Senado.

O documento traz quatro pontos, nos quais o Senado pede ao Executivo "implementar uma agenda social profunda com mudanças estruturais para enfrentar as desigualdades do nosso país", diante das manifestações que exigem melhores aposentadorias, saúde, educação e uma nova Constituição.

Os movimentos sociais consideram insuficientes as medidas adotadas até o momento pelas autoridades para responder às suas exigências.

"Levamos semanas chegando tarde e com medidas insuficientes. Todos chegamos tarde, falhamos, não estivemos à altura", disse Quintana.

Os senadores se comprometeram a obter progressos em projetos de lei para reformular a polícia -fortemente questionada por sua ação na repressão aos protestos - e fortalecer as faculdades do Estado para combater saques e ações violentas.

Finalmente, pediram ao Executivo, Justiça e Ministério Público que identifique os responsáveis pela violência e utilizem "as ferramentas constitucionais" que possuem para restabelecer a ordem pública, segurança e os direitos humanos no Chile.


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