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Estado de Minas

Republicanos invadem audiência fechada sobre impeachment de Trump

Processo investiga suposto abuso de poder de Trump para que o governo da Ucrânia investigasse Hunter Biden


postado em 23/10/2019 19:13 / atualizado em 23/10/2019 20:17

(foto: Alex Wroblewski/AFP)
(foto: Alex Wroblewski/AFP)
Parlamentares republicanos invadiram nesta quarta-feira uma audiência fechada na qual prestava depoimento uma testemunha no processo de impeachment do presidente Donald Trump.


Ao menos 20 parlamentares entraram em uma sala de reunião fechada do Capitólio, conhecida como SCIF, retardando o depoimento de uma funcionária do Pentágono sobre o suposto abuso de poder de Trump para que o governo da Ucrânia investigasse Hunter Biden, filho de seu adversário político democrata Joe Biden.


O acesso sem autorização a uma sala SCIF - espaço especialmente desenhado para impedir espionagem eletrônica - é uma violação do regimento da Câmara de Representantes.


Na invasão, os republicanos entraram no local com seus telefones celulares, o que constitui uma violação grave das normas de segurança.


Ao que parece, alguns parlamentares publicaram mensagens em suas contas no Twitter a partir do interior da SCIF, onde prestava depoimento Laura Cooper, funcionária do departamento de Defesa encarregada da política para a Ucrânia.


"ÚLTIMA HORA: Liderei 30 colegas até a SCIF onde [o presidente do Comitê de Inteligência da Câmara de Representantes] Adam Schiff tomava o depoimento para o impeachment de forma secreta. Ainda dentro - seguem mais detalhes", escreveu no Twitter o representante republicano Matt Gaetz, um aguerrido defensor de Trump.


Os democratas qualificaram a invasão de manobra publicitária.


Todos os integrantes dos três comitês encarregados do processo de impeachment - tanto democratas como republicanos - estão autorizados a presenciar os depoimentos e interrogar as testemunhas.


Alex Mooney, um dos parlamentares que entrou na SCIF com Gaetz, revelou que quando Schiff viu o grupo "pegou a testemunha e saiu da sala, porque se nega a realizar uma audiência de forma transparente".


Os republicanos contrários ao impeachment parecem ter adotado uma nova estratégia para combatê-lo: atacar o processo em si, alegando que é inválido porque a Câmara não votou o início da investigação e o processo carece de transparência.


A ação ocorre dois dias após Trump alentar seu partido a "ser mais firme e lutar" contra o processo de impeachment.


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