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Estado de Minas

Acordo UE-Mercosul será prioritário na cúpula entre Brasil e Argentina


postado em 04/06/2019 21:07

O presidente Jair Bolsonaro e seu colega argentino, Mauricio Macri, vão discutir na quinta-feira a conclusão do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), negociado há duas décadas, informou nesta terça (4) o porta-voz do governo, Otávio Rêgo Barros.

A visita se concentrará "no fortalecimento dessa irmandade econômica entre Brasil e Argentina, tendo como fundo a assinatura do tratado da União Europeia com o Mercosul", afirmou o porta-voz, acrescentando que o tratado contribuirá para o "engrandecimento" dos dois blocos.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, havia afirmado pouco antes na comissão parlamentar em Brasília que os Mercosul e UE podem estar a menos de um mês da assinatura de um acordo.

Segundo Guedes, os avanços, tanto nas discussões de questões tarifárias com a Argentina como no acordo com a UE aconteceram depois que Bolsonaro disse que dinamizaria o Mercosul.

"Logo que entramos, começamos a conversar com a Argentina, porque nós estamos no Mercosul, que não funcionou nem para Argentina, nem para o Brasil nem para nenhum dos integrantes. Todo o mundo foi para trás, o comércio não cresceu, o crescimento continua baixo. Então começamos imediatamente conversas com o governo da Argentina, dizendo: 'Olha, precisamos nos movimentar'.

O diálogo com a UE também se intensificou.

"Conversamos também com a União Europeia. E nós estamos conseguindo progredir também nessa dimensão, porque estamos possivelmente a três, quatro semanas (...) de fazermos um acordo", disse.

O Mercosul e a UE iniciaram negociações em 1999 e, embora os dois lados tenham anunciado em várias ocasiões que estavam próximos de um acordo final, isso não aconteceu em duas décadas de negociações.

"Tivemos uma postura dura. Ou fechamos ou vamos parar de conversar. Quem conversa 20 anos e não resolve é porque não quer fechar acordo", afirmou Guedes.

Os principais obstáculos são relacionados ao setor agrícola e a resistência da UE em abrir seu mercado a produtos sul-americanos e, mais recentemente, com divergências entre o Brasil e a UE em relação à carne, açúcar e setor automotivo.


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